Audax 300, Holambra, Maio de 2014 – Relato

Olá pessoal!

No dia 03/05/2014, sábado passado, foi realizada a prova de ciclismo de longa distância Audax 300, em Holambra-SP, a cidade das flores! Participei de uma prova muito bonita ao lado de um bom amigo, e acumulei meu terceiro brevet 300, válido pelo calendário 2014. Até agora estou somando no calendário vigente 02 brevets 200 e 03 brevets 300, e a tentativa dos 400km em Curitiba, prova esta que foi cancelada, e onde só rodei 330km) são 1630km rodados apenas nestas provas.

O percurso nesta ocasião somaria 300,8km, saindo de Holambra, passando por Arthur Nogueira, Eng. Coelho, Limeira, Araras, Leme, Pirassununga, Porto Ferreira, Santa Cruz das Palmeiras, Casa Branca, Aguaí, Estiva Gerbi, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, e então retornar para Eng. Coelho, Arthur Nogueira e Holambra, quando então encontraríamos o ponto de chegada, somados 300,8km. O tempo limite para uma prova Randonneur BRM como esta, é de 20h.

Links espertos, rapidinho aqui para você, caso tenha interesse:

Relato do Brevet 300 em Boituva – série 2014;

Relato do Brevet 300 em Brasília – série 2014;

Relato do Brevet 400 em Curitiba – série 2014;

Relato do Brevet 200 em Holambra – série 2014;

Relato do Brevet 200 em Campos do Jordão – série 2014;

Para baixar a carta de rota que usamos no dia do evento, e conhecer em detalhes o trecho, clique aqui.

Para visualizar o mapa da prova, no Bikely.com, clique aqui.

Para conferir os resultados finais da prova, clique aqui.

Transporte, hospedagem, véspera

Desta vez saí a partir de casa mesmo (no meio da tarde de sexta-feira), na carona do amigo Raphael Haro, com quem dividiria um quarto no bom e velho Rancho da Cachaça, já citado aqui no blog. A viagem foi bem tranquila e divertida, chegamos em Holambra pela entrada conhecida como Duas Marias (não conheciamos esta entrada até então, foi um “acidente de percurso” que saiu BEM melhor que a encomenda). Como era boa aquela sensação de estar na estrada, depois numa estrada vicinal, sem nada de ultima hora para aturdir a mente ou os sentidos… Só paz e tranquilidade habitava minha mente.

No Rancho da Cachaça fomos recebidos pela Dona Katia, sempre cortês e hospitaleira. Que lugar incrível!!! (pomar, animais, grama, piscina, comida, lenha, fumaça, cantoria de grilos…)

Feito check-in na pousada, partimos para o centro da cidade a fim de reconhecer os ultimos metros da chegada, comprar algo no mercado e quem sabe já aproveitar para jantar. Chegando em frente ao local onde seria a “linha de chegada” encontramos o amigo João Ricardo, o JOTA, do blog “Jota Ciclo, a vida em duas rodas” também já citado por aqui. O Jota e sua família nos recebeu em sua casa alguns anos atrás, quando da ocasião de seu primeiro Brevet 200 (também era o primeiro do Raphael)… Resolvemos convidá-lo, bem como a família, para jantar conosco. Convite aceito, foi um jantar memorável para mim, igualmente legal foi rever as crianças, a Ana Paula…

Encerrado nosso Jantar, cabia retornar à pousada e dormir bem para largar no dia seguinte.

Acordar, vistoria, café da manhã e largada

Optamos por acordar às 05:00h, prepararmo-nos, colocar as bikes de volta no carro e fazer a vistoria da prova no primeiro horário (05:30h), então deixariamos as bikes por lá, retornariamos à pousada a fim de “fazer” um belo café da manhã (disponibilizado excepcionalmente para nós às 06:00h), e então retornar novamente para o local de vistoria e largada.

A vistoria foi simples e tranquila, como tem sido sempre nas provas organizadas pelo Audax Randonneurs SP, o café da manhã estava excepcional (Se estiver lendo isto Dona Kátia, meus agradecimentos uma vez mais!), e a largada foi também tranquila, embora eu tenha deixado para abastecer a caramanhola alí no ponto de largada e tenha encontrado uma fila longa e lenta para o fazer neste momento… Cheguei a pensar verdadeiramente que daria largada sem agua (abasteceria no PA1 com 45km de prova, e por conta desta tensão me esqueci de acionar o ciclocomputador no momento exato da largada, só o fiz com aprox. 1km rodado).

Até o PA1, Posto Graal, 48,8km percorridos

Este posto fica na Rod. Anhanguera, SP330, placa Norte Km 151, e era um Ponto de Abastecimento (daí o termo PA) estratégico para reabastecer água, comer algo, ir ao banheiro, e em meu caso passar o protetor solar. Devo ter chegado neste ponto pouco antes das 09:00h imagino, e até ali o boné Expedition da Curtlo®, sozinho, me garantia proteção solar para a face, ao passo que a camisa manga longa Sprinter me garantiria proteção para os braços e o frescor desejado com aquele tecido “delicioso”. E usando a nova calça Vertigo, não precisaria de protetor solar para as pernas! Aliás, o novo forro desta calça está aprovadíssimo, melhor que nunca! (Curtlo, se estiverem lendo isto, parabéns pela concepção e produção desta calça e camisa, vocês estão de parabéns mesmo!).

Raphael e eu chegamos juntos a este posto, o ritmo estava excepcionalmente bom, um pouco veloz até, pedalando mais ou menos posicionados entre a cabeça e o rabo da grande fila de ciclistas que tomava o acostamento da rodovia, rsrsrs.

O Raphael saiu ligeiramente antes de mim, nem escutou quando chamei seu nome enquanto eu espalhava protetor solar pela face, rsrsrs. Dei um jeito de sair rapidinho a fim de alcançá-lo e quando o fiz voltamos a pedalar juntos, agora num ritmo um pouco mais lento e com o sol obviamente um pouco mais forte…

Até o PC1, Posto 6, 124,3km percorridos (12:11h)

Este posto também fica na Rod. Anhanguera, SP330, Placa Norte Km 225, um pouco antes de fazermos cambio de direção à direita em Porto Ferreira, quando então acessaríamos a SP215.

Era um PC um pouquinho mais rústico, digamos que não era convidativo a passar muito tempo ali… Não descansaria muito.

Algo como 20 ou 25km antes de chegar neste PC, o amigo Raphael sentiu algum mal estar, e me disse que definitivamente pararia por alí, que não daria continuidade ao Brevet, de forma que tentaria uma carona de volta para Holambra ou algum ônibus que o levasse de volta, e somente em ultimo caso, depois de descansar bastante, chegaria até o próximo PC a fim de encontrar um pouco mais de recursos que o levassem até Holambra… Eu já estava tentando de todas as formas vir “comendo pelas bordas”, trazendo-o para o mais perto possível do PC1, onde sabia que encontraríamos mais recursos… Mas tive de entender quando ele afirmou categoricamente que NÃO, “vou ficar aqui!” Rsrsrs.

Perguntei apenas se tinha uma grana para o ônibus, e pedi que me enviasse uma mensagem SMS caso voltasse para a prova, se a cabeça começasse a lhe contar alguma estória positiva depois de um descanso, alimentação e hidratação… Combinado isto, parti em frente, agora sem o amigo até o PC1 e PC2.

Pouco depois disto, encontrei o amigo Odir “Ogro”, com quem também tinha cruzado na noite anterior, e com quem havíamos sentado para conversar um pouco enquanto aguardávamos um suco e amigos que chegariam logo… Troquei algumas ideias com o Odir e disfrutei daquele ritmo suave e tranquilo em que seguíamos neste instante… Troquei alguma ideia mais, e resolvi apertar um pouquinho o passo, a fim de produzir uma reserva de tempo… (acabei fritando minhas coxas em um ritmo muito acima do que deveria rodar, e pagaria um pouquinho caro mais tarde).

No PC1 carimbei passaporte, reabasteci caramanhola de água, comi duas bananas, me hidratei um pouco, fui ao banheiro, tirei o capacete, óculos e boné a fim de refrescar-me um pouco, e me sentei por uns 3 minutos antes de tocar em frente. Também aproveitei para enviar um SMS à Esposa, dizendo que estava tudo em ordem.

Até o PC2, Churrascaria Tempero Gaúcho

Este Ponto de Controle fica no município de Casa Branca, Av. José Beni, 512, uns 400m depois da rotatória de acesso à Casa Branca, e seria o local estratégico para a maioria dos ciclistas almoçarem e realizar um descanso um pouco mais prolongado antes de retornar.

Chegar alí, para mim, não seria tão fácil, imaginava eu logo depois de sair do PC1 (coxas “fritas” que só)… Eu saí do PC1 sozinho e chegava sozinho até a curva à direita (em Porto Ferreira), deixando a Anhanguera para entrar na SP225, e já sentia aquele belo vento contra que estava soprando no novo trecho que enfrentaria, quando uma dupla de ciclistas me ultrapassou a uma velocidade fantástica nesta curva em subida. No primeiro segundo eu pensei: “não há chances de seguir junto, nem com reza! Neste ritmo eu quebro em menos de 15min.”; Ato contínuo pensei: “Se eu não colar junto com alguém, percorrer este trecho será um grande sacrifício, o vento está contra e eu vou começar a ficar cada vez mais para trás, cada vez mais lento, e talvez cada vez mais sozinho”; No próximo segundo, vi que a velocidade deles caiu absurdamente no finalzinho da curva, e concluí que apenas estavam embalados quando entraram na curva e por isto me ultrapassaram como um trem passando sobre um potinho de manteiga!

Eu fiz um pequeno esforço para terminar aquela curva e me reunir aos dois, e atrás deles, protegido do vento contra, as coisas eram bem mais suaves. Queria muito ter uma memória melhor, que me permitisse lembrar os nomes a fim de agradecer. O ritmo começou a ficar forte (para mim), conseguia com alguma facilidade me manter atrás deles, mas manter-me ao lado ou à frente era-me impossível e eu logo ia ficando para trás, rsrs. E foi assim, no ritmo e companhia destes dois animados randonneurs (ok, depois juntou-se à nos mais um guerreiro e o grupo então era composto por 4 “mosqueteiros”) que eu consegui fazer a maior parte deste duro trecho.

Próximo a “Granjas do Sol” eu não suportei o ritmo e fiquei para trás, fui alcançado pelo Zé Ovo, e pude ajudá-lo com um gole de água (ele estava sem nada e quando me falou disto eu imediatamente saquei a caramanhola e estiquei o braço para deixar ao alcance dele). Ele parou na “Granjas do Sol” e eu segui por mais uns 800m antes de resolver parar um pouco à margem da pista a fim de esticar as costas, há uns 4 ou 6km do próximo PC.

No PC2, Churrascaria Tempero Gaucho, 174,8km percorridos (15:27h)

Agora estamos em Casa Branca, Av. José Beni, 512, uns 400m depois da rotatória de acesso à Casa Branca. Hora de almoçar, esticar as costas, deitar um pouco, hidratar, banheiro, e o que mais for preciso. Encontrei o amigo Jota logo que cheguei aqui, já preparado para partir, aliás, já em cima da bicicleta… Comentei sobre o Raphael Haro, que havia desistido da prova pouquinho antes do PC1 e tal… Ele comentou algo, nos cumprimentamos, aquela força que um deseja ao outro e ele partiu para sua jornada de retorno.

Peguei o celular a fim de enviar uma mensagem para minha Esposa, e eis que vejo uma mensagem de quem? Do Raphael Haro, aquela mensagem que combinamos lá atrás, no caso de resolver seguir em frente e continuar a prova… O nosso garoto estava “vivo”, estava “na briga” e eu vibrei bastante com esta mensagem. Respondi a mesma, e decidi descansar MUITO neste PC. Sim, eu precisaria descansar bastante e também queria muito seguir em frente junto ao Raphael, sabendo agora que estava “vivo”.

Peguei no prato para me servir o almoço e já começou a lutar contra uma ânsia de vomito… Eu teria de me resolver com aquilo, e depois de feito o almoço, depois de me deitar e tirar uma boa soneca, escutei a voz do amigo Raphael Haro e pude encontrá-lo aparentemente melhor que eu! rsrs. Acabei bebendo um gole de Coca Cola com ele (sim, mais uma vez durante um brevet Audax eu bebi deste líquido preto de que tanto desdenho). Melhorei da ânsia de vômito e disse ao Raphael que estava partindo, mas em ritmo bem lento, de forma que me alcançaria logo logo.

Até o PA2, Posto Shell Frango Assado, 221,3km percorridos

Este era o local de nosso segundo Ponto de Apoio durante a prova, outro bom local para nos alimentarmos e hidratarmo-nos, o próximo PC não estaria aberto para quem passasse por ali após as 21:00h. O local fica na Rod. Mario Beni, SP 340, placa Sul Km 191.

O Raphael chegou aqui logo depois de mim, eu o esperaria a fim de percorrermos os próximos trechos juntos. Já havia começado a noite e eu aproveitei para beber uma xícara de leite com café, comi um pão com queijo quente e uma lata de suco (não havia suco natural). Eu ainda estava comendo quando o Raphael chegou, pediu um lanche também, comeu e não tardou muito a sairmos acompanhados do Felipe (que conheci ali).

Até o PC3, Churrascaria D’Alpina, 265,10km percorridos (22:42h)

Este posto fica na Rod. João Toselho, SP 147, km 77 da rodovia, e não foi difícil chegar aqui, a noite definitivamente é minha amiga, e também do Raphael, então chegamos neste posto sem qualquer problema, a não ser o cansaço que, óbvio, era cada vez um pouco maior… Chegamos às 22:42h e costas e lombar já se faziam sentir, mas dava para levar e sabíamos que todo o trecho duro da prova havia ficado para trás!

Chegar à este PC foi reconfortante, encontramos um prato quente à nossa disposição, oferecido pela organização da prova, e eu emprestei Calminex (salicilato de metila) para o Raphael passar nas costas. Nos sentamos um pouco, o Raphael comeu, eu me hidratei bem, e resolvemos seguir.

O céu estava loucamente estrelado, a temperatura era muito boa, um friozinho muito sutil se fazia perceber, mas nas baixadas poderia ficar bem frio se você não está protegido/preparado. Eu usava neste momento um base-layer ou segunda-pele da Curtlo®, o ThermoSense, e então o conforto térmico era pleno (nem frio, nem calor). A velocidade para chegar até este PC, me parece que foi um pouco maior do que no trecho anterior, andar com o Felipe e Raphael fez o ritmo e velocidade subirem, mas em algum momento já próximo do PC3 o Felipe ficou um pouco para trás e se reuniu a um outro pelotão.

Não nos demoramos neste PC e seguimos novamente juntos, o amigo Raphael e eu. Agora a caminho da linha de chegada!

Até a chegada, Pousada Oca, 300,8km percorridos (00:55h)

 Saímos animados do PC3 e o astral só ia melhorando, eu sempre encontrava alguma piada tosca para descontrair um pouco e à base de muita “abobrinha” e besteirol o tempo foi passando. A noite não permitia ver com a mesma clareza do dia o final das subidas e isto funcionava bem para a cabeça, nós íamos tocando para frente e subindo o que quer que se apresentasse em termos de relevo. Sabíamos que não havia mais nada duro a ser encarado no plano altimétrico, uma única subidinha que alguns chamam de dura, chegando em Holambra já, e estaríamos a dois passos da obtenção deste brevet.

Quando eu percebi, o Moinho de vento na entrada de Holambra (uma das entradas) já estava alí ao nosso lado, e passamos aquele portico com grande alegria, mas sem agitação, nada efusivo. Uma curva para esquerda e nada mais, estávamos na porta da Pousada Oca, onde se encerrava o Brevet! Prova completada em 17:50h.

Agradecimentos

Agradeço novamente à minha esposa, por seu apoio e suporte dia após dia; Ao Raphael Haro, a quem não preciso dizer nada, me ensinou muito sem dizer nada; E a todos os amigos que participaram disto comigo, direta ou indiretamente. Neste ponto, prefiro não fazer citação de nomes, porque me esqueceria de muitos…

Agradeço ainda às empresas que me apoiam: Curtlo e Tutto Bike!

Estas empresas estão me apoiando numa causa invisível, acreditando em iniciativas pequenas, que não trazem nem glória nem grande exposição. São peças-chave, fonte de grande apoio nestas minhas pequenas conquistas/realizações.

Equipamentos que utilizei

  • Trek 1.5, pedivela compacto (50-34) e cassette 27-12 (guidão em fibra de carbono para esta prova);
  • Pneus Schwalbe Durano Plus 700 x 25, dobrável, e Rodas Bontrager Race;
  • Mochila Trail Lite 14, Curtlo (cabe tudo que eu preciso para uma LONGA prova, não pesa, e é MUITO confortável);
  • Bolsa Frame Bag (levei nela carta de rota e passaporte, RG, algum dinheiro, alimentação e outros);
  • Bolsa de Selim SII (onde levo câmaras reserva, espátulas e jogo de chaves para reparo de emergencia);
  • Camisa Sprinter Curtlo (Muito fresquinha, protege os braços do sol e tem boa proteção UV);
  • Calça Vertigo Curtlo (aprovadíssima, excelente forro, e não, isto não irá lhe fazer ferver no sol, mas irá te agasalhar à noite e proteger da radiação solar durante o dia. Só elogios, muitos elogios, primor de calça);
  • Colete refletivo Evidence Curtlo (item obrigatório, este modelo está funcionando muito bem);
  • Meias Speed Curtlo (muito, muito confortáveis);
  • Meias Curtlo Double Skin (eu usei durante toda a viagem e em todos os momentos em que não estava pedalando, muito boas também)
  • Boné Expedition (Coringa! Uso por baixo do capacete e protege MUITO contra o sol, sobretudo a nuca).

Alguns números

  • Tempo total de prova: 17h:50min;
  • Distância percorrida: 300,8km;
  • Velocidade média: 16,9km/h;
  • Velocidade máxima: 59km/h;
  • 00 (zero) pneu furado;

Para encontrar todos os meus relatos de outras provas AUDAX, use este link.

Um grande abraço à todos!

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Audax 300, Boituva – Fevereiro de 2014 – Relato

Olá pessoal!

No dia 15/02/2014, sábado retrasado, foi realizada a prova de ciclismo de longa distância Audax 300, em Boituva-SP, a cidade dos ventos! Eu participei, me diverti bastante, e voltei de lá com mais um brevet 300, válido pelo calendário 2014. Até agora estou somando no calendário vigente 02 brevets 200 e 02 brevets 300, são 1000km rodados nestas provas.

O desafio a que me submeti seria percorrer 303,8km, saindo de Boituva, passando por Botucatu, e São Manuel, até uma certa altura da Rodovia onde teríamos percorrido um pouquinho mais de 150km, e então dar meia volta rumo Boituva novamente, quando completariamos os 303.8km rodados.

Neste post aqui, eu falei um pouquinho sobre como seria, por onde passariamos, e tal… Se tiver interesse vale a pena dar uma olhadinha.

Para baixar a carta de rota que usamos no dia do evento, e conhecer em detalhes o trecho, clique aqui.

Para visualizar o mapa da prova, no Bikely.com, clique aqui.

Para conferir os resultados finais da prova, clique aqui.

Transporte e hospedagem

Novamente fui de ônibus, saindo na vespera da prova, uma sexta-feira, em carro da empresa Vale do Tietê, saindo às 14:00h a partir do terminal Barra Funda. Desta forma teria tempo para chegar, fazer check-in no hotel (fiquei no Hotel Garrafão desta vez), comprar alguma coisa no mercado, sentir um pouco dos ares de Boituva, e preparar os ultimos acertos na bike, rodar um pouquinho com ela para conferir se não desregulou nada durante o transporte e tal…

Eu tenho gostado dos serviços prestados pela Vale do Tietê, transportam a bicicleta sem maiores perguntas e não tem ocorrido burocracia ou discussões com o pessoal para conseguir que transportem meus volumes. Continuo sentindo que usar Mala-Bike e Mala-Rodas ajuda bastante neste momento da jornada.

Quando cheguei no hotel, foi grata surpresa encontrar já um de meus companheiros de quarto, o Paulo Guedes, com quem, junto ao Leandro, dividiriamos um quarto triplo. Eu não conhecia o Leandro ainda, era uma incógnita para mim, mas foi 10! Caboclo divertido, bom companheiro. O Paulo já era conhecido, dividi quarto com ele na prova de 200km realizada em Holambra.

Gostei bastante do Hotel Garrafão, o quarto era bom, chuveiro muito bom, e em geral reinava um belo silencio, bem ao contrário do que eu imaginava… Café da manhã muito bom… Em fim, eu gostei, pronto.

Confraternização com amigos, jantar antes da prova. (foto: André Rufino)

Confraternização com amigos, jantar antes da prova. (foto: André Rufino)

Acordar, vistoria, café da manhã e largada

Em decisão conjunta com os colegas de quarto, acordamos que seria mais interessante passar pela vistoria no primeiro horário possível (05:30h da manhã), para então retornar ao Hotel (muito proximo) a fim de fazer o café da manhã (servido a partir das 06:00h), e então retornar ao ponto da largada, que seria realizada às 07:00h, para quem ia fazer a prova de 300km. Foi realizada paralelamente uma prova de 200km, com largada para as 07:15h, e o Leandro sairia nesta turma, ao passo que eu e o Paulo Guedes sairiamos na turma dos 300km.

Com a vistoria tudo bem, logo estavamos de volta ao Hotel fazendo nosso café da manhã junto com um bocado de outros colegas de prova. Eu terminei o café da manhã e subi ao quarto para vestir bermuda de ciclismo, camisa, o bom e velho boné Explorer por baixo do capacete, meias, sapatilha, em fim, colocar a fantasia de ciclista. Recordo-me de haver hidratado BEM no café da manhã já.

Ao partir para o ponto de largada, não fizemos todos juntos, porque os meninos parece que ainda tinham algo para arrumar, e já rolava uma corridinha contra o tempo para não nos atrasar para a largada.

  • Inusitado da vez: O Paulo viu 03 câmaras de ar que eu deixaria no hotel (eu havia levado 06 e decidi largar com apenas 03), junto com um par de espátulas que também me estava sobrando, e pensou que eu estaria me esquecendo destes itens, então qual não foi minha supresa quando ele alinhou comigo para a largada, perguntou se eu portava câmaras e espátula, e ao confirmar duas vezes comigo uma resposta sim, deu meia volta e eu não entendi nada… rsrsrs. Ele retornou para dizer ao Leandro que estava tudo certo, que não era itemesquecido não. O Leandro ficou esperando lá no Hotel, porque a largada dele seria um pouco depois mesmo… (Paulo, de qualquer maneira eu lhe agradeço o carinho e preocupação, eu não imaginava que poderiam parecer itens esquecidos, rsrsrs).

Realizei a largada meio ansioso porque o Paulo ainda não havia regressado, mas estava plenamente seguro de que me alcançaria em questão de minutos, o que realmente aconteceu, logo depois de entrarmos na Rodovia Castelo Branco.

Após a largada em Boituva, no extremo direito da foto.

Após a largada em Boituva, no extremo direito da foto.

Logo após a largada, no centrinho de Boituva e a caminho da Rod. Castelo Branco. Camisa laranja manga longa e colete verde.

Onde está o Wally? Logo depois da largada, ainda no centrinho de Boituva, a caminho da Rod. Castelo Branco.

Onde está o Wally? Logo depois da largada, ainda no centrinho de Boituva, a caminho da Rod. Castelo Branco.

Na Castelo Branco, um pouco depois da Largada, com Paulo Guedes no canto esquerdo da foto
Na Castelo Branco, um pouco depois da Largada, com Paulo Guedes no canto esquerdo da foto

Até o PC1 Posto RodoStar

Cheguei ao PC1 somente às 09h:38m, foram 02h:38m para percorrer 76km. Neste trecho, ajudei o Paulo a trocar uma câmara furada, de seu pneu traseiro.

Chegada ao PC1, no canto direito da foto, camisa laranja e colete verde. Nesta foto também se vê o Paulo Guedes.

Chegada ao PC1, no canto direito da foto, camisa laranja e colete verde. Nesta foto também se vê o Paulo Guedes.

Foi neste trecho também, por volta dos 15minutos de prova, que o amigo Hermes Finazzi sofreu um acidente nada trivial. Só fui saber que era o Hermes muito, mas muito tempo depois… As pessoas que me deram informações/nomes, davam conta de que o acidentado seria alguém de nome diferente (bem diferente…). Daria para levantar um monte de detalhes e pormenores, mas o lance é que o Hermes já está “bem”, em plena recuperação. Hermes, se estiver lendo isto, desejo força!!!

Até chegar ao PC1 foi apenas um sentimento estranho, depois de saber o que houve, que um colega de prova tivesse sofrido um acidente daqueles, não dava para ficar alegre com nada, mas decidi tocar em frente pois não me via como útil alí na cena do acidente. Eu e o Paulo tocamos para frente, e o Jota ficou para prestar auxílio (abandonou a prova em prol de um bem maior).

Escondido atrás do Fausto.

Escondido atrás do Fausto.

No PC1, me lembro de não demorar nada praticamente. Carimbar o passaporte, banheiro, hidratar-me, abastecer caramanhola d’água, comer algo rápido, e partir. O Paulo seguiu um pouco depois.

Até o PC2 Restaurante Brescience do Tchê

Após sair do PC1 fui alcançado pelo Paulo em questão de minutos, então tocamos juntos na intenção de subir a Serra de Botucatu sem maior demora… A questão é que ele estava com pernas boas, e eu com pernas ruins, rsrsrs. Ele fez a ascensão num ritmo bem abaixo do que faria se eu não estivesse alí, e de alguma forma me esperou no topo da subida, quando nos reunimos novamente e seguimos juntos.

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Tinhamos em mente parar no restaurante Carrero, há 5 ou 7km antes do PC2, a fim de alí fazer nosso almoço, ao invés de o fazer no PC2, por conta de uma melhor estrutura neste primeiro ponto com relação ao segundo. E quase chegando lá estavamos pedalando com a Érica e acho que o Wilson Poletti. Foi um único trecho em que eu abri uma curva de distância, parei no Restaurante Carrero a fim de aguardar o Paulo e claro, almoçar, mas nada do Paulo ou da Érica, ou qualquer um parar alí… rsrsrs, seguiram direto para o PC2!

Não me recordo que trecho é este (foto: Roberta Godinho)

Não me recordo que trecho é este (foto: Roberta Godinho)

Me hidratei um bocado, fiz um prato bem colorido, rico em carbohidratos, mas tudo em muito pequenas porções. Bebi suco de limão se não me falha a memória, uma das poucas opções naturais oferecidas alí no dia, e não tardei muito em partir.

Há aproximadamente 1km para chegar no PC2, tive um pneu furado! Estava com câmaras reserva e todo o equipamento necessário para a substituição, então foi simples resolver isto e seguir em frente.

Cheguei ao PC2 às 13:39h, encontrei o Paulo já descansado e praticamente pronto para partir, não me demorei muito: Carimbar passaporte, hidratar-me, abastecer caramanhola d’água, comer algo rápido, lavar os joelhos para aplicar Calminex® e partir.

Até a chegada, Boituva Apart Hotel

Saímos do PC3 imediatamente depois do Wilson Poletti e do Rafael Hernandez (Rafael Leal da Silva), eu e o Paulo Guedes, fiel escudeiro! Me lembro de ter visto estes dois colegas poucos metros à nossa frente (ainda não os conhecia assim de girar juntos e tal…, não sabia ou sequer me lembrava seus nomes), mas me lembro de olhar para o Paulo e de este olhar para mim, ele entendeu o que eu quis dizer sem palavra alguma, e decidimos chegar junto aos novos amigos, a fim de unir forças. Eu imaginava que se conseguisse rodar com eles por pelo menos 30 minutos, já estaria lucro, tal era a fraqueza de minhas pernas ou de meu espírito!

Não me lembro da localização deste trecho também (foto: Roberta Godinho)

Não me lembro da localização deste trecho também (foto: Roberta Godinho)

Encostamos, um conhece o outro, começamos a conversar um pouco, e o ritmo era maravilhoso, só fazia bem para as pernas e para o estado de espírito. Eu pensava que poderia me deteriorar tentando seguir aquele ritmo, mas eu só crescia… O Paulo notou imediatamente minha melhora no estado de espírito e nas pernas, não perdeu tempo e já fez piada…

Eu não tinha condições de puxar o pelotão, segui muito na roda dos meninos, o Wilson fazia um trabalho quase heroico, e nos viamos subindo pequenas rampas a 28km/h, em algumas subidinhas me lembro de velocidades até superiores… Eu mal acreditava no que estava acontecendo, menos ainda quando pude ajudar puxando um pouquinho também, revezando com os meninos…

Rafael fica para traz, Wilson volta para buscá-lo, traz na roda, e logo estamos os 4 novamente juntos, fazendo piadas, conversando e o tempo passa rapidinho. Todo mundo num astral muito bom! Neste trecho, me lembro de haver parado para encher a caramanhola d’água (foi importante, porque me lembro de então ter água para oferecer a um amigo algum tempo depois, quando este precisava de um gole…)

Já chegando em Boituva meu ritmo se deteriorara (senti os primeiros sinais de sono), o Paulo me esperou (acho que por “solidariedade”), o Wilson e o Rafael mantiveram o ritmo e concluiram a prova 03 minutos antes.

Grande satisfação chegar ao ponto final de nossa jornada, o Boituva Apart Hotel, carimbar o passaporte, receber o certificado de conclusão do percurso e medalhinha, e partir para o Hotel onde estavamos hospedados, a fim de tomar um belo banho e dormir plenamente.

Agradecimentos

Agradeço novamente à minha esposa, por seu apoio e suporte dia após dia; Ao Paulo Guedes, que me ajudou muito a rodar durante toda a prova; E a todos os amigos que participaram disto comigo, direta ou indiretamente. Neste ponto, prefiro não fazer citação de nomes, porque me esqueceria de muitos…

Agradeço ainda às empresas que me apoiam: Curtlo e Tutto Bike!

Estas empresas estão me apoiando numa causa invisível, acreditando em iniciativas pequenas, que não trazem nem glória nem grande exposição. São peças-chave, fonte de grande apoio nestas minhas pequenas conquistas/realizações.

Equipamentos que utilizei

  • Trek 1.5, pedivela compacto (50-34) e cassette 27-12 (guidão em fibra de carbono para esta prova);
  • Mala-bike Curtlo (sempre uma preciosidade na hora de despachar a bagagem no ônibus);
  • Mala-roda Curtlo (outra preciosidade na hora de despachar a bagagem no ônibus);
  • Bolsa Frame Bag (levei nela carta de rota e passaporte, RG, algum dinheiro, alimentação e outros);
  • Bolsa de Selim SII (onde levo câmaras reserva, espátulas e jogo de chaves para reparo de emergencia);
  • Camisa Sprinter Curtlo (Muito fresquinha, protege os braços do sol e tem boa proteção UV);
  • Bermuda Vertigo Curtlo (em time que está ganhando não se mexe, está funcionando há 03 temporadas);
  • Colete refletivo Evidence Curtlo (item obrigatorio, este modelo está funcionando muito bem);
  • Meias Speed Curtlo (muito, muito confortaveis);
  • Meias Curtlo Double Skin (eu usei durante toda a viagem e em todos os momentos em que não estava pedalando, muito boas também)
  • Boné Expedition (Coringa! Uso por baixo do capacete e protege MUITO contra o sol, sobretudo a nuca).

Alguns números

  • Tempo total de prova: 16h:07min;
  • Distância percorrida: 303,8km;
  • Velocidade média: 18,9km/h;
  • Velocidade máxima: 62km/h;
  • 01 (um) pneu furado;

Para encontrar todos os meus relatos de outras provas AUDAX, use este link.

Um grande abraço à todos!

Próximo Desafio: AUDAX 300 Boituva, 15/02/2014

Olá amigos!

Post rápido para anunciar minha participação regular no próximo Audax organizado pelo Randonneurs SP, o AUDAX 300 de Boituva-SP.

Confira neste link a relação de inscritos confirmados.

Agradecimentos antecipados à Tutto Bike e à Curtlo, por apoiar-me novamente em mais esta empreitada. São empresas que estão acreditando em, e apoiando, uma causa pequena, um ciclista participando de provas que não trazem nem glória nem títulos .

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Serão 303,8km duríssimos em um cenário que costuma ter muito vento e sol à pino, para serem percorridos em no máximo 20h. Largada em Boituva, passando por Botucatu, São Manuel, e chegada no mesmo local de largada: Boituva.

Se tiver interesse, é possível baixar a planilha de rota clicando aqui.

Abaixo, o mapa do percurso, pelo Bikely:

http://www.bikely.com/maps/bike-path/brevet-300-boituva-15-02-14#null

Um pouco do que usarei:

Um grande e fraternal abraço à todos!

Audax 300, Brasília – Janeiro de 2014 – Relato

Olá amigos!

Aconteceu no ultimo sábado, 25/01/2014, a prova de longa distancia AUDAX 300 de Brasília, anunciada no calendário nacional, e eu estive lá participando!

A largada se deu às 03:00h da madrugada, no estacionamento do supermercado Pão de Açúcar no Lago Norte. O tempo máximo para percorrermos o trajeto de 301km seria de 20h, de forma que o prazo limite para chegada seria às 23:00h deste mesmo sábado.

Para conhecer detalhadamente o trecho percorrido, clique neste link. Ele aponta para a página web dos organizadores do evento.

Se deseja conferir os tempos oficiais registrados pela organização, clique aqui.

Para baixar a carta de rota usada no evento, clique aqui.

Transporte e hospedagem

Como estou no Estado de São Paulo e a prova é no Distrito Federal, a distancia seria bem longa até chegar ao destino. Avião ou ônibus?

Julguei o preço das companhias de aviação muito elevado nesta ocasião, e resolvi fazer um boicote, optando pela viagem de ônibus mesmo, com tempo estimado de até 16~17h.

Na hora de embarcar, bicicleta dentro da preciosa mala-bike Curtlo, e rodas também armazenadas em preciosísimas mala-rodas Curtlo. Aí vem o velho fantasma das companhias que tentam lhe impedir de despachar sua bagagem!

A empresa em questão foi a Real Expresso, e seus funcionários tentaram argumentar que só poderia despachar a bicicleta se pagasse uma taxa extra! Importante lembrar que o peso total de toda minha bagagem era muito abaixo do limite estabelecido. (argumentei muito pouco e não paguei absolutamente nada para que eles me permitissem despachar a bagagem).

Aproximadamente 14 horas de viagem e eu estava em Brasília-DF, onde fui recebido pelo colega de prova e agora amigo, o André Ribeiro, que também tratou muito gentilmente de hospedar-me.

André, se estiver lendo isto, novamente agradeço pela hospedagem, pela recepção e por toda a força! Sete estrelas a hospedagem em vosso lar!

Vistoria e largada

Bom, vistoria e largada, como escrevi um pouco mais acima, ocorreram junto ao supermercado Pão de Açúcar do Lago Norte. O horário para largada seria (e foi) às 03:00h da manhã, mas chegamos (Eu, André, e o Marcos Vinícius, que pegamos no caminho) um pouquinho atrasados, então o Marcos largou logo que pode e eu larguei junto com o André, o Adail e o Aislan, outro camarada que me deu grande força na véspera do evento, ajudando no reconhecimento de alguns trechos da prova.

Largamos os quatro com aproximadamente 19~20minutos de atraso, de forma que, não nutria eu a menor expectativa de encontrar qualquer outro companheiro antes do primeiro PC, aos 97,8km de prova.

Acabamos encontrando dois outros atletas muito rapidamente, e seguimos juntos, em ritmo bem lento, para permanecermos juntos até passarmos alguns trechos um pouco mais críticos no que tange a segurança.

O primeiro PC – Koch Natura – 97,8km percorridos

Antes de chegar neste PC, acabei me separando dos meninos porque eles decidiram aguardar um grupo que supostamente estaria “perdido/fora da rota”. Eu decidi seguir, porque tinha receio de ter que correr contra o tempo no final da prova…

A chegada ao Koch Natura foi um presente dos Deuses, porque lá encontrei amigos (imaginava que já teriam zarpado há tempo…). Alí encontrei o amigo Carlos Medeiros, o Sergio Rodrigo, o Evandro, e outros que agora não me lembro de pronto… Como é bom re-encontrar amigos! (um pouquinho antes de chegar a este ponto, encontrei o Tim e mais alguém, com um pneu furado certamente. Perguntei se tinham tudo o que precisavam e a resposta foi positiva).

Não perdi tempo no PC:

  • Fui ao banheiro;
  • Troquei uma ou outra frase com os amigos;
  • Pedi um Gatorade e uma Pamonha salgada;
  • Fui ao caixa pagar a conta e pedir o cupom-fiscal, exigido pela organização da prova;
  • Sentei-me para engolir violentamente apressado a pamonha e o Gatorade;
  • Me esqueci de abastecer a única caramanhola de água que carrego;
  • Saí acelerando tudo que podia para alcançar os amigos que haviam acabado de zarpar (Carlos Medeiros, Helio Henrique e Evandro).

PC1 ao PC2 – Koch Natura x Deck Norte – 175km percorridos

Consegui alcançar rapidinho os três mosqueteiros, acima citados, e então segui no melhor passo que poderia imaginar para esta prova. O Sergio chegou logo na sequencia para engrossar o caldo! Eu só podia curtir, alí atrás, aquele passo que era magnífico, mas que eu não conseguiria puxar na frente de modo algum.

Foi um trecho de pouco movimento, bom papo com os amigos, e o tempo passou rapidinho. Uma pena que o Sergio acabou ficando um pouco para trás, e que lá na frente o Evandro tenha resolvido desistir (não havia dormido quase nada antes da prova).

Chegamos ao PC2, Deck Norte: Carlos Medeiros, Helio Henrique, e eu. Almoçamos do outro lado da rua, num restaurante no estacionamento do supermercado Pão de Açúcar, sim, o mesmo local da largada.

Eu havia me programado para não almoçar, mas mudei de ideia e comi o seguinte:

  • Arroz integral;
  • Feijão;
  • Purê de mandioca;
  • Creme de abóbora;
  • Sushi;
  • Alguma coisa mais que não me lembro, tudo em muito pequenina dose;
  • Bebi suco de cupuaçu com limão;

Rumo ao PC3, Posto Pedrão

Este trecho é aceito por todos como o mais duro de toda a prova. Me refiro a “bater” lá no posto Pedrão e retornar. Estamos falando de uma série de tobogãs, um bocadinho longos, para subir e descer, e no trecho de ida tem um pouco mais de descida que subida… Felizmente, o dia se mantinha nublado, de forma que o sol não castigou-nos nem um pouco.

É neste trecho da prova que fiquei conhecendo o “frita miolos”, subidinha linda que enfrentariamos no retorno. O termo é referencia a um trecho desprovido de ventos ou sombra para refrescar nos dias de sol.

Ainda que o dia estivesse um pouco nublado, contei com um grande coringa levado para enfrentar este trecho: O boné Expedition da Curtlo! rsrs. Nem vou falar muito, apenas quero dizer que veste bem, protege muito bem a nuca, e a tradicional aba traz uma sombra para o rosto ou parte dele. Hey Curtlo, se estiverem lendo isto, obrigado!

Chegando no posto Pedrão, pedi um litro de água de côco (e cupom-fiscal para a organização da prova), comi 02 das 03 batatas cozidas que estava levando este tempo todo comigo (o Carlos aproveitou a terceira porque eu não iria aguentar as 03), abasteci a caramanhola de água com o restante da água de côco, ao invés de usar água comum (foi um erro, não farei novamente), fui ao banheiro, esticamos as pernas e logo que o Tim chegou nós partimos.

Eu achei o trecho suave, mas se estivesse com sol sei que as coisas seriam bem diferentes. E imaginava que a volta poderia não ser fácil, porque no que tange à altimetria é um pouco mais dura mesmo.

PC3 ao PC4, Posto de gasolina na pista principal do lago sul (altura da QI 29)

Saí do posto Pedrão ainda junto com o Carlos e o Hélio, mas depois das primeiras subidas cada um começou a desenvolver um ritmo, e me separei dos meninos. Não demorou muito e o Hélio me alcançou, ao passo que o Carlos seguiu logo atrás, sempre forte.

Acho que foi justamente no “frita miolos” que me separei novamente do Helio, ele deve ter resolvido esperar pelo Carlos a fim de seguirem juntos, mas eu tinha de adiantar o que pudesse do trajeto, porque sabia que logo mais haveriam muitos planos e descidas, onde eu seria muito lento. Eu sabia que, se nestes trechos planos ou de descidas, me desconectasse dos meninos, sofreria um pouco mais com a navegação/orientação na entrada do trecho urbano em Brasília.

Sabia que os meninos me encontrariam muito rápido no trecho plano e de descidas, mas eu rodava, rodava, e eles não chegavam… Comecei a pensar que tinha errado algo no trajeto, e em minhas paradas para pedir informações a fim de cruzar com a carta de rota perdi algum tempo.

Quando achei que tinha errado a rota, pedindo informações num aglomerado de comercios, eis que passa por alí um belo e fortíssimo pelotão, com o Tim, Carlos, o Hélio e umas duas outras pessoas que agora não me recordo. Acelerei ao máximo para tentar alcançá-los e me agrupar, em vão, porque são muito mais fortes que eu!

Cabe agora penar um pouco para me orientar dentro de Brasília, encontrar o PC4, local onde nem mesmo alguns dos funcionários sabiam que era um PC da prova, e depois chegar até o Deck norte, local da chegada.

Por fim, concluí a prova com o tempo oficial de 16h:20m (preciso lembrar que saí com 19min de atraso, então efetivamente rodei por 16h:01m.)

Foto imediatamente após a chegada. (foto de Osvaldo Nunes)
Foto imediatamente após a chegada. (foto de Osvaldo Nunes)
Minutos após a chegada, junto aos amigos.
Minutos após a chegada, junto aos amigos.

Agradecimentos

Quero agradecer:

À Tutto Bike, que me apoiou em mais esta prova, que sempre faz a manutenção de meu equipamento, e que me propicia suporte para continuar participando das provas de longa distância Audax.

À Curtlo, que também me apoia na iniciativa de participar destas provas de longa distância. Uso vários produtos deles e gosto bastante, simplesmente porque funcionam bem.

Ao André Ribeiro, que foi co-reponsável direto pela obtenção deste brevet, e a todos os amigos com quem girei qualquer trecho da prova!

Alguns Equipamentos que utilizei

Alguns números meus, nesta prova:

  • Tempo total de prova: 16h:01min:52seg;
  • Distância percorrida: 304,89km;
  • Velocidade média: 19,0km/h;
  • Velocidade máxima: 64,0km/h;
  • 00 (zero) pneus furados;

Para encontrar todos os meus relatos de outras provas AUDAX, use este link.

Um grande abraço à todos!