Próximo Desafio: Brevet BRM600, Audax 600, Holambra-SP, 26/07/2014

Olá amigos!

Post rápido para anunciar minha participação regular no próximo BRM 600, Brevet 600, modalidade Randonneur, conhecido também como Audax 600 neste mundo do ciclismo de longa distancia, e é organizada pelo clube Audax Randonneurs SP.

Os sentimentos são bons, estou positivo em minha mente, mas com os joelhos em frangalhos (no campo das questões físicas). Tenho todavia, franca esperança de que se recuperem até lá!

Trecho da Rod. Anhanguera, SP330, em Porto Ferreira.

Trecho da Rod. Anhanguera, SP330, em Porto Ferreira.

Confira neste link a relação de inscritos confirmados.

Agradecimentos antecipados à Tutto Bike e à Curtlo, marcas que levarei junto comigo nesta empreitada, empresas que acreditaram/acreditam em uma causa pequena, um ciclista desconhecido participando de provas que não trazem nem glória nem títulos.

Serão 609,7km – um itinerário no mínimo longo – em um cenário onde o sol tem por tradição judiar daqueles que estão mais abaixo, e numa estação do ano em que a noite e a madrugada serão geladas. Tal itinerário deve ser percorrido em no máximo 40h.

Vamos largar às 04:00h da manhã do dia 26/07/2014, Sábado, tendo até as 20:00h do Domingo, 27/07/2014, para chegada.

A prova esta dividida da seguinte forma

  • Etapa 1: Holambra – Casa Branca  – Holambra, 252,9km; (passando por Esp. Sto. do Pinhal e São João da Boa Vista)
  • Etapa 2: Holambra – Limeira – Holambra, 101,5km; (passando por Arthur Nogueira e Eng. Coelho)
  • Etapa 3: Holambra – Porto Ferreira – Holambra, 256,1km; (pelo mesmo trecho da etapa 2, mas seguindo agora pela Rod. Anhanguera até Porto Ferreira e retorno);

Se tiver interesse, é possível baixar a planilha de rota clicando aqui.

O mapa do percurso, pelo Bikely

http://www.bikely.com/maps/bike-path/audax-600-holambra-2014

Considere que a primeira etapa sobe direto para o Norte, desvia em Mogi Guaçu, e retorna após atingirmos Casa Branca; E que a segunda etapa (rumo Noroeste praticamente) é um pedaço da terceira, que por sua vez será repetida e prolongada um bocado mais.

A estrutura dos PC’s e Pontos de Apoio

PC0 (Largada – 0 km)
Clube Fazenda Ribeirão – Rua Mauricio de Nassau, 894
(abertura 4:00 / fechamento 5:00)
– água/frutas

PC1 (67,1 km)
Posto Shell – Posto D’Arcadia – Espirito Sto. Do Pinhal
(abertura 6:00 / fechamento 9:30)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado

PC2 (150,9 km)
Churrascaria Tempero Gaúcho – Avenida José Beni, Casa Branca
(abertura 08:41 / fechamento 14:00)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado

PC3 (252,9 km)
Pousada OCA – Rua Campo de Pouso, 784 – Centro – Holambra
(abertura 12:07 / fechamento 20:48)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado
>>>>Almoçarei bem perto, depois Banho e rápido relax em um Hotel bem próximo<<<<

PC4 (302,5 km)
Posto Graal – Rodovia Anhanguera SP 330 placa Norte KM 151
(abertura 14:02 / fechamento 0:04 DOM)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado

PC5 (353,6 km)
Pousada OCA – Rua Campo de Pouso, 784 – Centro – Holambra
(abertura 16:09 / fechamento 03:31 DOM)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado
>>>>Banho e um pouquinho de sono em um Hotel bem próximo<<<<

PA (411,7 km)
Posto Graal – Rodovia Anhanguera SP 330 placa Norte KM 159
– não haverá organização no local

PC6 (481,5 km)
Hotel Gran Roqueto- Av Eng Nicolau de Vergueiro Forjaz, 1140 – Porto Ferreira – SP
Telefone: (19) 3581-4303
(abertura 21:40 / fechamento 12:03 DOM)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado
>>>>Se tiver vaga, dormirei ao menos 1 hora aqui<<<<
*possibilidade de locação de quarto para descanso e banho
*possibilidade de café da manhã no hotel entre 6:00 e 10:00 de domingo

PA (555,2 km)
Posto BR/Restaurante MARRAKECH 24hs – Rodovia Anhanguera SP 330 placa Sul KM 155
– não haverá organização no local

PC7 (609,7 km)
Pousada OCA – Rua Campo de Pouso, 784 – Centro – Holambra
(abertura 02:20 DOM / fechamento 20:00 DOM)
– água/frutas

Um pouco do que usarei

Um grande e fraternal abraço à todos!

Anúncios

Audax 400, Holambra, Junho de 2014 – Relato

Olá pessoal!

No dia 14/06/2014, sábado passado, foi realizada a prova de ciclismo de longa distância BRM 400 (Brevet 400km, conhecida também como Audax 400), em Holambra-SP, cidade que acolhe no calendário randonneur 2014 quase todas as provas do Estado de São Paulo. É a segunda prova de 400km que participo este ano (a primeira não foi das melhores, você confere aqui), válida pelo calendário 2014, e a quinta nesta distancia, desde que comecei esta brincadeira no finalzinho de 2010. Até agora estou somando no calendário vigente 02 brevets 200, 03 brevets 300, e duas participações em 400km, das quais uma não foi brevetada por motivo de força maior. São 2030km rodados apenas nestas provas.

O percurso desta ocasião somou 401,3km, saindo de Holambra e passando por Arthur Nogueira, Eng. Coelho, Limeira, Rio Claro, Itirapina, Brotas, e um retorno pelo mesmo caminho até Cordeirópolis, quando descemos para o Sul no mapa, na Rod. dos Bandeirantes, até próximo de Sumaré, ponto onde retorna-se sentido Limeira, Eng. Coelho, Arthur Nogueira e finalmente a chegada no mesmo local de largada: Holambra, somando 401,3km. O tempo limite para conclusão de uma prova Randonneur BRM 400 como esta é de 27h.

Links espertos, rapidinho aqui para você, caso tenha interesse:

Relato do Brevet 400 em Curitiba – série 2014;

Relato do Brevet 300 em Holambra – série 2014;

Relato do Brevet 300 em Boituva – série 2014;

Relato do Brevet 300 em Brasília – série 2014;

Relato do Brevet 200 em Holambra – série 2014;

Relato do Brevet 200 em Campos do Jordão – série 2014;

Para baixar a carta de rota que usamos no dia do evento, e conhecer em detalhes o trecho, clique aqui.

Para visualizar o mapa da prova, no Bikely.com, clique aqui.

Para conferir os resultados finais da prova, clique aqui.

Transporte, hospedagem, véspera

Saí de São Bernardo do Campo-SP de carona com os amigos Roberto Avellar Jr. e Wilson Polletti. Um pouco mais à frente, em São Paulo-SP, nos encontramos com o Bruno, que ajudaria aos amigos no carro de apoio. A viagem correu bem, foi divertida!

Chegando em Holambra, encontramos mais dois amigos que participariam da prova, e tivemos um discontraído momento de confraternização, comes e bebes num bar e restaurante simples daquela que chamo de rua principal. Rolou pizza, batata-frita, cerveja, suco e Coca-Cola (eu não passei da Pizza e do suco de laranja nesta ocasião, rsrs).

Na noite que antecede a largada, tratei de comer um bom e generoso jantar, comprar água mineral, e dois maracujás frescos, a fim de garantir sono rápido.

Fiquei hospedado no Hotel Holambra Garden nesta ocasião, porque otimizaria meu processo de vistoria x café da manhã e largada… Optei por acordar às 05:20h do sábado, chegar no ponto de vistoria da prova (há uns 800m do hotel) às 05:35h a fim de adiantar este procedimento, retornar logo em seguida ao hotel, e por fim fazer um generoso café da manhã (pães, bolos, sucos, leite com muito pouco café, melão, mamão, banana, aveia, queijo branco fresco, geleia de damasco, algo mais que não lembro) para depois, no quarto, vestir a fantasia de ciclista e partir em tempo de, com calma, retornar ao ponto de vistoria e largada por volta das 06:50h.

Largada – 7:00h da manhã

Para mim foi muito tranquila pois a vistoria já estava resolvida, não cheguei atrasado, tive até tempo de encontrar amigos e trocar ideias… Encontrei entre outros amigos e conhecidos de provas o Caetano Barreira (o conheci no BRM400 de Brasília em 2013), o Luís de Curitiba (que conheci também numa prova de 400, saindo de Curitiba neste mesmo ano em que escrevo esta). Aliás, que bicicleta linda estava usando o Luís!!! Se estiver lendo isto meu camarada, parabéns mais uma vez por conservar “viva” tão linda bicicleta (uma Raleigh 1986 se não me falha a memória), e mais uma vez obrigado pela cortesia e camaradagem no PC4 Luís!

Caetano Barreira, o segundo da esquerda para direita. Estou no cantinho direito.

Caetano Barreira, o segundo da esquerda para direita. Estou no cantinho direito.

Encontrei também o Jota, o Paulo Guedes bem rapidinho porque chegou um pouquinho atrasado e com algumas tarefas ainda a finalizar, o José Peixoto, que sacou algumas das fotos que posto neste escrito, para citar apenas alguns aqui, rapidamente. Citar todos nunca dá, rsrsrs.

A largada se deu com um pequeno atraso de 6 ou 7 minutos, mas sem qualquer problema ou incidentes, larguei posicionado junto à frente da grande comitiva, logo atrás do amigo Jota e próximo do amigo Paulo Guedes.

Pouco antes da largada, já preparado para o Sol. (Foto: José Peixoto)

Pouco antes da largada, já preparado para o Sol. (Foto: José Peixoto)

O momento da largada

O momento da largada

PC1, Posto Shell – 67,7km percorridos

Este posto fica na Rod. Washington Luiz, SP310, estratégico para reabastecer água, comer algo, ir ao banheiro, e aproveitei para “retocar” o protetor solar nas mãos e partes expostas das face (usava o boné expedition da Curtlo, então não tinha muita coisa exposta). Cheguei aqui às 09:24h e só me tomou tempo a fila para o banheiro…

Cheguei junto com o amigo Jota, Sandro Marchetti, Roberto Avellar Jr., Auro Shimada, e mais alguns outros. Também saí deste PC junto com eles, mas depois deste ponto só consegui rodar junto uns 5km talvez, o ritmo seria muito pesado para mim, de forma que optei por rodar ora sozinho ora com algum outro companheiro que passava ao lado em ritmo não muito mais forte que o meu…

Bem mais à frente, com 148,5km de prova, já na Rod. Paulo Nilo Romano, SP 225, kilômetro 132, parei junto à ermida da Polícia Rodoviária, a fim de usar o banheiro, molhar braços e cabeça, retocar protetor solar, e substituir a água da caramanhola por uma mais fresquinha. Quando eu cheguei alí, encontrei de partida o Auro Shimada e Sandro Marchetti.

PC2, Rancho da Pamonha – 156,8km percorridos

Estamos agora na Rod. Paulo Nilo Romano, SP 225, Placa Oeste Km 140, um pouco antes de fazermos o retorno pelo mesmo caminho… Cheguei aqui às 14:02h.

Um PC bem estruturado, a sombra era convidativa, mas decidi que não ficaria muito tempo aqui, o proposito era almoçar um pouco melhor no Restaurante Tavolaro, 2km à frente. De toda forma, no Rancho da Pamonha eu não abri mão de comer uma pamonha doce, beber um pouco de água fresca, uma banana, e uma garrafa de Gatorade que comprei alí. Paga a conta, parti imediatamente para o Restaurante Tavolaro, nem 5minutos de pedal.

Agora, no Restaurante Tavolaro, encontro Arroz, Feijão, Couve refogada, Mandioca Frita, uma salada que não me saiu nada convidativa naquele instante (embora estivesse boa, o estômago de um ciclista de longa distância muitas vezes fala mais alto que logica ou razão…), e algumas opções de Carnes, que recusei porque não tem feito parte de meu cardápio há algum tempo…

Foi este meu almoço, uma porção relativamente modesta de: Arroz, Feijão, Mandioca Frita, Couve refogada, e suco de laranja. Eu estava alimentado, feliz, e um pouco cansado, claro.

Fui ao banheiro, lavei o rosto, as mãos, molhei a nuca, pescoço e ante-braços, antes de retocar o protetor solar e partir.

Esta perna de retorno se mostraria bastante dura, descobri e senti na pele um pouco depois.

PC3, Posto Confiante – 242,4km percorridos

Este Posto fica na Rod. Washington Luiz, SP330, Placa Sul, Km 175. É bem estruturado também, e cheguei aqui às 19:15h.

Chegar aqui não foi fácil: O trecho era duro, sentia minhas pernas também “duras”… Havia cansaço, o corpo dividia esforços entre pedalar e fazer a digestão (nas primeiras horas após sair do PC anterior), e só consegui desenvolver bem no início deste trecho porque acompanhava o passo de duas Randonneurs. Sozinho não conseguia manter qualquer passo. Por algum tempo segui com elas, logo depois com mais um ciclista que chegou, e pouco depois voltei a seguir só…

Cheguei neste posto junto com o Anderson Paranhos e o Jocelio Souza, mas um devaneio inicial me fez pensar que estavamos falando do PC5, que originalmente seria no Posto Select, mas que depois foi transferido pela organização (e avisado com boa antecedencia) para um posto da Rede AFA. Falei com os meninos algo assim, que este posto tinha sido transferido para um logo à frente, da rede AFA… Deveria ter levado um tapa na orelha para não falar bobagem, mas ato contínuo a razão foi quem fez-se pesar; De forma que, notando bastante ciclistas alí, este devaneio dissipou-se como fumaça em ventania. Pronto: Estamos no PC3!

Neste PC havia planejado trocar as lentes de meu óculos:  Saem as solares, entram as transparentes que levava na bolsa de selim, para usar durante a noite. Também havia planejado vestir aqui a blusa para o frio noturno, bem como as luvas. Sai de jogo o boné e entra o gorro… Quando fechei a mochila depois da troca de roupas, guardei nela o óculos porque estava com as lentes solares, o que me remeteu ao sentimento diurno… Como me preparava para a noite, este item foi “despachado” para o “passado” digamos assim… Não seria um problema, mas eu tive a brilhante ideia de solicitar ao Bruno (que encontrei alí no PC, e que fazia apoio para o Anderson e o Jocélio, além do Roberto e do Wilson Poletti), que levasse embora esta mochila para mim, pois não precisaria mais dela… E lá se foi meu óculos! rsrs.

Comi um pão de queijo, bebi um gatorade que também comprei neste ponto, acho que uma maçã, uma fatia de um pão salgado oferecido pela organização, uma banana, abasteci a caramanhola d’água, e depois de descansar um pouquinho, partí confiante e acho que sozinho para o PC4 (não me lembro agora).

PC4, Posto Graal – 304,4km percorridos

Este posto está na Rod. dos Bandeirantes, SP348, placa Sul, Km125. Também muito bem estruturado, chego aqui às 23:20h. A falta de óculos para proteger meus olhos dos efeitos do vento foi sentida! Como foi!!!

Ví, ouví, e lí muita gente reclamando deste trecho da prova, a Rodovia dos Bandeirantes. Tanto do tramo de ida como o de retorno do PC4. Particularmente, e à despeito de meu vacilo com os óculos, tenho comigo que foi um dos melhores trechos! Não sentí qualquer sinal de frio, o pavimento era muito bom, os pneus rolavam livre, leve e “soltos”, e acredito que minha média de velocidade rodada melhorou um bocadinho aqui! Não tenho dúvidas de que uma escolha acertada do que vestir (Obrigado Curtlo!) foi decisiva em torno deste ponto (recomendo loucamente as peças ThermoSense, ThermoSkin e ThermoPlus, não dá para usar todas, uma escolha é necessária).

Agora as pernas não estavam mais “duras”, sentia-as soltinhas, aquecidas, muito bem, desconsiderando (claro) uma suave dorzinha nos joelhos (Muito, muito suave). Em contra-partida, a pele nas nádegas, abaixo dos ísquios, bem como a pouca carne que tenho nesta região, rsrs, começava a dar sinais evidentes de desgaste. Sobram pernas, falta pele; Sobra pele, faltam pernas!

De qualquer forma, o estado de espírito agora era excepcional!

O sono já batia às portas, não negarei, insistia fortemente em instalar-se, mas conseguia seguir num ritmo bom, ignorando-o. Uma colher das de sobremesa de Guaraná em pó, com água, entra em cena alguns kilômetros antes de chegar neste ponto da prova, o PC4. Era um coringa para entrar em cena logo depois deste PC, mas tive de o adiantar “em nome da segurança”. Explico: Para afastar o sono que vinha pesado e que desta maneira vai dizimando o rendimento, bem como trazendo riscos se insiste em pedalar neste estado, valia a pena usar aqui o Coringa!

Uma vez no PC4, o plano era dormir um pouquinho, comer a sopa oferecida pela organização, e partir feliz da vida, revigorado! Pensei por um instante nos amigos que a esta altura estariam BEM adiantados na prova (o Jota, Paulo Guedes, Roberto, Poletti, Rafael Hernandez…), para logo em seguida encontrar alí dentro do Graal o Jota! Logo de cara e sem pestanejar já fui perguntando que diabos ele estava fazendo alí…

Comí, bebí, dormí um pouco, devo ter gasto neste PC algo em torno de 1h:10m! Estava pronto para partir, mas antes, pegar os óculos na mochila que está com o Bruno, no carro!

Pronto, agora é só partir, renovado, e ainda mais confiante. Não há em mim dúvidas de que posso concluir a prova, mas o futuro à Deus pertence, e para o final ainda há chão… Temo um pouco pelo trecho imediatamente à frente do próximo PC, cheio de rotatórias, com uma navegação aparentemente complicada…

PC5, Posto AFA – 346,4km percorridos

Estamos agora na Rod. Laercio Corte, SP 147, um posto de gasolina (fechado a esta hora da noite) ao lado de uma loja da rede Habib’s, imediatamente depois do Posto Select. Cheguei aqui às 02:51h de Domingo.

O trecho de retorno pela Rod. dos Bandeirantes me rendeu bem, o fiz completamente sozinho e não encontrei qualquer ciclista pelo caminho, somente via na pista oposta alguns que ainda se dirigiam ao PC4, e cruzava os dedos para que chegassem fortes e determinados, porque o relógio não estava muito a favor deles a esta altura do jogo.

Me recordo de sair do PC4 com um par de lanternas logo atrás de mim, e quando fazia a alça de retorno 2,7km adiante, mais uma ou duas lanternas se reunindo àquelas duas primeiras, ainda atrás de mim. Concluí num átimo de segundo: Terei companhia para rodar alguns bons kilômetros, imagino… As subidas se apresentavam e aquelas lanternas somente se faziam distanciar atrás de mim. Foi muito rápido até que não pudesse as ver mais, e fui assim até o PC5, reclamando somente de meus olhos, afetados pela falta de proteção entre o PC 3 e 4.

Chego feliz à este posto de controle da prova, não há muita “estrutura” vamos dizer assim, mas quem está ligando para isto? Há um Cup Noodles oferecido pela organização, e vou me alimentar com isto mesmo! Haviam algumas esfihas também quando cheguei, mas não me apetecia naquele momento, sobretudo porque imaginava serem de carne (ok, eu já disse que a cortei de minha dieta…).

Reabastecer a caramanhola de água, hidratar-me, banheiro, uma conferida na carta de navegação junto a um pedido de orientação ao Fausto (organização neste PC), e pronto, eu estou apto a partir! Ainda mais confiante que algumas horas atrás…

Até a linha de chegada – 401,3km percorridos (rodei um pouco mais por conta de haver me perdido duas vezes)

Saí sozinho do PC5, e se não me falha a memória foi muito rápido até que alguém passasse por mim. A navegação que imaginava complicada não o fora, o trecho não tinha bom pavimento no início, era bem ruim, mas logo logo ficou bom e o trecho bem aplainado fazia a média de velocidade render alguma coisa… Na rotatória da concessionária Ford, Rod. João Toselho, SP 147, me alcança um pequeno grupo de 3 ciclistas, faço-me agrupar a eles e seguimos juntos um bom tempo.

A subida do pedágio (acho que o do km 370,9) é pura diversão! Permito-me brincar/jogar com o terreno e faço uma arrancada no finalzinho da subida, somente para dizer ao espírito que as próximas que surgirem não serão sentidas!

Os meninos param para um rápido descanso ou simplesmente troca de água das caramanholas num posto da Polícia ou serviço de atendimento ao usuário, não me recordo, na pista oposta, e eu resolvo seguir adiante, apenas para me dar conta de que errei a entrada de Arthur Nogueira pouco mais a frente… Correção da rota, retorno do que pedalei a mais, e lá vamos nós!

Uma vez em Arthur Nogueira, não é que errei uma vez mais a entrada para a Rodovia que nos leva até Holambra? Nova correção da rota, rodar um pouco mais que o planejado e pronto, agora estamos no caminho certo, para não mais errar. Foi mais ou menos por aqui que empresto minha bomba de ar ao Vitão Sobrenome, pedindo apenas que me devolva na pousada Oca quando chegasse ou que entregasse aos organizadores. Ele precisava de uma bomba que funcionasse com válvula schraeder (bico grosso)… A dele devia ter dado problema ou pegou emprestado com alguém alguma câmara reserva, e descobriu somente depois que era valvula diferente daquela compatível com sua bomba, não sei bem. Com certeza, a maioria das pessoas que passariam por alí só teriam bomba para válvula presta (bico fino).

Sozinho, algumas subidas maravilhosas, pernas boas, pele das nádegas reclamando muito… e sono, muito sono até ver o grande moinho que anuncia nossa chegada à Holambra! Pronto, já tenho um ciclista passando por mim, passo por ele, não há mais lugar para sono, dores ou reclamação, somente alegria e felicidade, um sentimento que enche o coração, que transborda… Chegamos à Pousada Oca, nosso ponto de chegada na prova!

São 06:33h de Domingo!Me toca agora aguardar na Pousada Oca pela chegada do rapaz a quem emprestei a bomba de ar. Tomei um banho na pousada, cortesia do proprietário, e fui dormir um pouco no sofá da recepção. Já se passou uma hora e nada do rapaz com a Bomba de ar… Falei com o pessoal da organização para receber esta bomba caso alguém procurasse por mim alí… E aceitei a cortesia do amigo José Peixoto para dormir um pouco, ele me emprestava neste momento sua cama no quarto onde estava hospedado. Zé, se estiver lendo esta, os meus mais profundos agradecimentos!

Agradecimentos

Agradeço sempre à minha esposa, por seu apoio e suporte dia após dia; Ao Roberto Avellar Jr. pela carona, e a todos os amigos que participaram disto comigo, direta ou indiretamente. Neste ponto, prefiro não fazer citar nomes, porque cometeria muita injustiça.

Agradeço ainda às empresas que me apoiam: Curtlo e Tutto Bike!

Estas empresas estão me apoiando numa causa invisível, acreditando em iniciativas pequenas, que não trazem nem glória nem grande exposição. São peças-chave, fonte de grande apoio nestas minhas pequenas conquistas/realizações.

A Tutto Bike, na pessoa de Roberto Allegrini Jr., me é grande fonte de conselhos técnicos e apoio. Devo à eles a manutenção impecável de minha bicicleta. Robertinho, nossa ultima conversa foi loucamente frutuosa. Muito obrigado!

Equipamentos que utilizei

  • Trek 1.5, pedivela compacto (50-34) e cassette 27-12 (guidão em fibra de carbono para esta prova);
  • Pneus Schwalbe Durano Plus 700 x 25, dobrável, e Rodas Bontrager Race;
  • Mala Roda Curtlo (para colocar a roda dianteira que ficou avulsa);
  • Mochila Trail Lite 14, Curtlo (cabe tudo que eu preciso para uma LONGA prova, não pesa, e é MUITO confortável);
  • Bolsa Frame Bag Curtlo (levei nela carta de rota e passaporte, RG, algum dinheiro, alimentação e outros);
  • Bolsa de Selim SII Curtlo (onde levo câmaras reserva, espátulas e jogo de chaves para reparo de emergencia);
  • Camisa Sprinter Curtlo (Muito fresquinha, protege os braços do sol e tem boa proteção UV);
  • Calça Vertigo Curtlo (aprovadíssima, excelente forro, e não, isto não irá lhe fazer ferver no sol, mas irá te agasalhar à noite e proteger da radiação solar durante o dia. Só elogios, muitos elogios, primor de calça);
  • Colete refletivo Evidence Curtlo (item obrigatório, este modelo está funcionando muito bem);
  • Meias Speed Curtlo (muito, muito confortáveis);
  • Meias Curtlo Double Skin (eu usei durante toda a viagem e em todos os momentos em que não estava pedalando, muito boas também)
  • Boné Expedition Curtlo (Coringa! Uso por baixo do capacete e protege MUITO contra o sol, sobretudo a nuca).

Alguns números

  • Tempo total de prova: 23h:26min;
  • Distância percorrida: 409,09km;
  • Velocidade média: 17,4km/h;
  • Velocidade máxima: 67km/h;
  • 00 (zero) pneu furado;

Para encontrar todos os meus relatos de outras provas AUDAX, use este link.

Um grande abraço à todos!

Próximo Desafio: AUDAX 400 Holambra, 14/06/2014

Olá amigos!

Aquele já quase tradicional post rápido aqui para anunciar minha participação regular na próxima prova BRM 400, Brevet 400 ou Audax 400, organizada pelo Randonneurs SP, o AUDAX 400 de Holambra-SP.

Confira neste link a relação de inscritos confirmados.

Agradecimentos antecipados à Tutto Bike e à Curtlo, por apoiar-me novamente em mais esta empreitada. São empresas que estão acreditando em, apoiando, uma causa pequena, um ciclista participando de provas que não trazem nem glória nem títulos .

Trecho da estrada que nos aguarda. Foto do Brevet 400 realizado em Agosto de 2012.

Trecho da estrada que nos aguarda. Foto do Brevet 400 realizado em Agosto de 2012.

 

Vídeo produzido na prova de 400km realizada em 2012 (produzido por Ivan Rolim, Megariders)

Serão 401,3km em um cenário que costuma ter muito sol à pino, mas que também nos brindará nesta época do ano o frio e a noite e madrugada gelada. Deve ser percorrido tal itinerário em no máximo 27h. Largada em Holambra, passando por Arthur Nogueira, Eng. Coelho, Limeira, Rio Claro, Itirapina, Brotas, e um retorno pelo mesmo caminho até Cordeirópolis, quando descemos para o Sul no mapa, na Rod. dos Bandeirantes, até próximo de Sumaré, quando retorna-se sentido Limeira, Eng. Coelho, Arthur Nogueira e finalmente a chegada no mesmo local de largada: Holambra!

Espero uma noite e madrugada bem gelada, mas estarei preparado vestindo um bom equipamento. (Obrigado Curtlo!)

Se tiver interesse, é possível baixar a planilha de rota clicando aqui.

E neste link aqui, o mapa do percurso, pelo Bikely (não ligue para a data no título do percurso, é o mesmo que faremos agora em 2014).

A estrutura básica da prova

PC0 (Largada – 0 km) – Brevet 400 e Desafio 135
Clube Fazenda Ribeirão – Rua Mauricio de Nassau 894
(abertura 7:00/fechamento 8:00)
– água/frutas

PC1 (67,7 km) – Brevet 400 e Desafio 135
Posto Shell – Santa Gertrudes – Saída 167A NORTE da Rod. Washington Luiz SP310
(abertura 9:00/fechamento 11:30)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado

PC2 (156,8 km)
Rancho da Pamonha – Rod Paulo Nilo Romano SP 225 placa Oeste KM 140
(abertura 12:00/fechamento 17:35)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado

PC3 (242,4 km)
Posto Confiante – Rod. Washington Luiz SP 310 placa Sul KM 175
(abertura 15:00/fechamento 23:20)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado

PC4 (304,4 km)
Posto Graal – Rodovia Bandeirantes SP 348 placa Sul KM 125
(abertura 17:00/fechamento 3:35 DOM)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado

PC5 (346 km)
Posto Shell Select – Rod. Laércio Corte SP 147 – dentro de Limeira
(abertura 19:00/fechamento 6:25 DOM)
– água/gatorade/frutas/lanche salgado

PC6 (401,3 km)
Pousada OCA – Rua Campo de Pouso, 784 – Centro – Holambra
(fechamento 10:00 DOM)
– água/frutas

Um pouco do que usarei:

Um grande e fraternal abraço à todos!

Audax 300, Holambra, Maio de 2014 – Relato

Olá pessoal!

No dia 03/05/2014, sábado passado, foi realizada a prova de ciclismo de longa distância Audax 300, em Holambra-SP, a cidade das flores! Participei de uma prova muito bonita ao lado de um bom amigo, e acumulei meu terceiro brevet 300, válido pelo calendário 2014. Até agora estou somando no calendário vigente 02 brevets 200 e 03 brevets 300, e a tentativa dos 400km em Curitiba, prova esta que foi cancelada, e onde só rodei 330km) são 1630km rodados apenas nestas provas.

O percurso nesta ocasião somaria 300,8km, saindo de Holambra, passando por Arthur Nogueira, Eng. Coelho, Limeira, Araras, Leme, Pirassununga, Porto Ferreira, Santa Cruz das Palmeiras, Casa Branca, Aguaí, Estiva Gerbi, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, e então retornar para Eng. Coelho, Arthur Nogueira e Holambra, quando então encontraríamos o ponto de chegada, somados 300,8km. O tempo limite para uma prova Randonneur BRM como esta, é de 20h.

Links espertos, rapidinho aqui para você, caso tenha interesse:

Relato do Brevet 300 em Boituva – série 2014;

Relato do Brevet 300 em Brasília – série 2014;

Relato do Brevet 400 em Curitiba – série 2014;

Relato do Brevet 200 em Holambra – série 2014;

Relato do Brevet 200 em Campos do Jordão – série 2014;

Para baixar a carta de rota que usamos no dia do evento, e conhecer em detalhes o trecho, clique aqui.

Para visualizar o mapa da prova, no Bikely.com, clique aqui.

Para conferir os resultados finais da prova, clique aqui.

Transporte, hospedagem, véspera

Desta vez saí a partir de casa mesmo (no meio da tarde de sexta-feira), na carona do amigo Raphael Haro, com quem dividiria um quarto no bom e velho Rancho da Cachaça, já citado aqui no blog. A viagem foi bem tranquila e divertida, chegamos em Holambra pela entrada conhecida como Duas Marias (não conheciamos esta entrada até então, foi um “acidente de percurso” que saiu BEM melhor que a encomenda). Como era boa aquela sensação de estar na estrada, depois numa estrada vicinal, sem nada de ultima hora para aturdir a mente ou os sentidos… Só paz e tranquilidade habitava minha mente.

No Rancho da Cachaça fomos recebidos pela Dona Katia, sempre cortês e hospitaleira. Que lugar incrível!!! (pomar, animais, grama, piscina, comida, lenha, fumaça, cantoria de grilos…)

Feito check-in na pousada, partimos para o centro da cidade a fim de reconhecer os ultimos metros da chegada, comprar algo no mercado e quem sabe já aproveitar para jantar. Chegando em frente ao local onde seria a “linha de chegada” encontramos o amigo João Ricardo, o JOTA, do blog “Jota Ciclo, a vida em duas rodas” também já citado por aqui. O Jota e sua família nos recebeu em sua casa alguns anos atrás, quando da ocasião de seu primeiro Brevet 200 (também era o primeiro do Raphael)… Resolvemos convidá-lo, bem como a família, para jantar conosco. Convite aceito, foi um jantar memorável para mim, igualmente legal foi rever as crianças, a Ana Paula…

Encerrado nosso Jantar, cabia retornar à pousada e dormir bem para largar no dia seguinte.

Acordar, vistoria, café da manhã e largada

Optamos por acordar às 05:00h, prepararmo-nos, colocar as bikes de volta no carro e fazer a vistoria da prova no primeiro horário (05:30h), então deixariamos as bikes por lá, retornariamos à pousada a fim de “fazer” um belo café da manhã (disponibilizado excepcionalmente para nós às 06:00h), e então retornar novamente para o local de vistoria e largada.

A vistoria foi simples e tranquila, como tem sido sempre nas provas organizadas pelo Audax Randonneurs SP, o café da manhã estava excepcional (Se estiver lendo isto Dona Kátia, meus agradecimentos uma vez mais!), e a largada foi também tranquila, embora eu tenha deixado para abastecer a caramanhola alí no ponto de largada e tenha encontrado uma fila longa e lenta para o fazer neste momento… Cheguei a pensar verdadeiramente que daria largada sem agua (abasteceria no PA1 com 45km de prova, e por conta desta tensão me esqueci de acionar o ciclocomputador no momento exato da largada, só o fiz com aprox. 1km rodado).

Até o PA1, Posto Graal, 48,8km percorridos

Este posto fica na Rod. Anhanguera, SP330, placa Norte Km 151, e era um Ponto de Abastecimento (daí o termo PA) estratégico para reabastecer água, comer algo, ir ao banheiro, e em meu caso passar o protetor solar. Devo ter chegado neste ponto pouco antes das 09:00h imagino, e até ali o boné Expedition da Curtlo®, sozinho, me garantia proteção solar para a face, ao passo que a camisa manga longa Sprinter me garantiria proteção para os braços e o frescor desejado com aquele tecido “delicioso”. E usando a nova calça Vertigo, não precisaria de protetor solar para as pernas! Aliás, o novo forro desta calça está aprovadíssimo, melhor que nunca! (Curtlo, se estiverem lendo isto, parabéns pela concepção e produção desta calça e camisa, vocês estão de parabéns mesmo!).

Raphael e eu chegamos juntos a este posto, o ritmo estava excepcionalmente bom, um pouco veloz até, pedalando mais ou menos posicionados entre a cabeça e o rabo da grande fila de ciclistas que tomava o acostamento da rodovia, rsrsrs.

O Raphael saiu ligeiramente antes de mim, nem escutou quando chamei seu nome enquanto eu espalhava protetor solar pela face, rsrsrs. Dei um jeito de sair rapidinho a fim de alcançá-lo e quando o fiz voltamos a pedalar juntos, agora num ritmo um pouco mais lento e com o sol obviamente um pouco mais forte…

Até o PC1, Posto 6, 124,3km percorridos (12:11h)

Este posto também fica na Rod. Anhanguera, SP330, Placa Norte Km 225, um pouco antes de fazermos cambio de direção à direita em Porto Ferreira, quando então acessaríamos a SP215.

Era um PC um pouquinho mais rústico, digamos que não era convidativo a passar muito tempo ali… Não descansaria muito.

Algo como 20 ou 25km antes de chegar neste PC, o amigo Raphael sentiu algum mal estar, e me disse que definitivamente pararia por alí, que não daria continuidade ao Brevet, de forma que tentaria uma carona de volta para Holambra ou algum ônibus que o levasse de volta, e somente em ultimo caso, depois de descansar bastante, chegaria até o próximo PC a fim de encontrar um pouco mais de recursos que o levassem até Holambra… Eu já estava tentando de todas as formas vir “comendo pelas bordas”, trazendo-o para o mais perto possível do PC1, onde sabia que encontraríamos mais recursos… Mas tive de entender quando ele afirmou categoricamente que NÃO, “vou ficar aqui!” Rsrsrs.

Perguntei apenas se tinha uma grana para o ônibus, e pedi que me enviasse uma mensagem SMS caso voltasse para a prova, se a cabeça começasse a lhe contar alguma estória positiva depois de um descanso, alimentação e hidratação… Combinado isto, parti em frente, agora sem o amigo até o PC1 e PC2.

Pouco depois disto, encontrei o amigo Odir “Ogro”, com quem também tinha cruzado na noite anterior, e com quem havíamos sentado para conversar um pouco enquanto aguardávamos um suco e amigos que chegariam logo… Troquei algumas ideias com o Odir e disfrutei daquele ritmo suave e tranquilo em que seguíamos neste instante… Troquei alguma ideia mais, e resolvi apertar um pouquinho o passo, a fim de produzir uma reserva de tempo… (acabei fritando minhas coxas em um ritmo muito acima do que deveria rodar, e pagaria um pouquinho caro mais tarde).

No PC1 carimbei passaporte, reabasteci caramanhola de água, comi duas bananas, me hidratei um pouco, fui ao banheiro, tirei o capacete, óculos e boné a fim de refrescar-me um pouco, e me sentei por uns 3 minutos antes de tocar em frente. Também aproveitei para enviar um SMS à Esposa, dizendo que estava tudo em ordem.

Até o PC2, Churrascaria Tempero Gaúcho

Este Ponto de Controle fica no município de Casa Branca, Av. José Beni, 512, uns 400m depois da rotatória de acesso à Casa Branca, e seria o local estratégico para a maioria dos ciclistas almoçarem e realizar um descanso um pouco mais prolongado antes de retornar.

Chegar alí, para mim, não seria tão fácil, imaginava eu logo depois de sair do PC1 (coxas “fritas” que só)… Eu saí do PC1 sozinho e chegava sozinho até a curva à direita (em Porto Ferreira), deixando a Anhanguera para entrar na SP225, e já sentia aquele belo vento contra que estava soprando no novo trecho que enfrentaria, quando uma dupla de ciclistas me ultrapassou a uma velocidade fantástica nesta curva em subida. No primeiro segundo eu pensei: “não há chances de seguir junto, nem com reza! Neste ritmo eu quebro em menos de 15min.”; Ato contínuo pensei: “Se eu não colar junto com alguém, percorrer este trecho será um grande sacrifício, o vento está contra e eu vou começar a ficar cada vez mais para trás, cada vez mais lento, e talvez cada vez mais sozinho”; No próximo segundo, vi que a velocidade deles caiu absurdamente no finalzinho da curva, e concluí que apenas estavam embalados quando entraram na curva e por isto me ultrapassaram como um trem passando sobre um potinho de manteiga!

Eu fiz um pequeno esforço para terminar aquela curva e me reunir aos dois, e atrás deles, protegido do vento contra, as coisas eram bem mais suaves. Queria muito ter uma memória melhor, que me permitisse lembrar os nomes a fim de agradecer. O ritmo começou a ficar forte (para mim), conseguia com alguma facilidade me manter atrás deles, mas manter-me ao lado ou à frente era-me impossível e eu logo ia ficando para trás, rsrs. E foi assim, no ritmo e companhia destes dois animados randonneurs (ok, depois juntou-se à nos mais um guerreiro e o grupo então era composto por 4 “mosqueteiros”) que eu consegui fazer a maior parte deste duro trecho.

Próximo a “Granjas do Sol” eu não suportei o ritmo e fiquei para trás, fui alcançado pelo Zé Ovo, e pude ajudá-lo com um gole de água (ele estava sem nada e quando me falou disto eu imediatamente saquei a caramanhola e estiquei o braço para deixar ao alcance dele). Ele parou na “Granjas do Sol” e eu segui por mais uns 800m antes de resolver parar um pouco à margem da pista a fim de esticar as costas, há uns 4 ou 6km do próximo PC.

No PC2, Churrascaria Tempero Gaucho, 174,8km percorridos (15:27h)

Agora estamos em Casa Branca, Av. José Beni, 512, uns 400m depois da rotatória de acesso à Casa Branca. Hora de almoçar, esticar as costas, deitar um pouco, hidratar, banheiro, e o que mais for preciso. Encontrei o amigo Jota logo que cheguei aqui, já preparado para partir, aliás, já em cima da bicicleta… Comentei sobre o Raphael Haro, que havia desistido da prova pouquinho antes do PC1 e tal… Ele comentou algo, nos cumprimentamos, aquela força que um deseja ao outro e ele partiu para sua jornada de retorno.

Peguei o celular a fim de enviar uma mensagem para minha Esposa, e eis que vejo uma mensagem de quem? Do Raphael Haro, aquela mensagem que combinamos lá atrás, no caso de resolver seguir em frente e continuar a prova… O nosso garoto estava “vivo”, estava “na briga” e eu vibrei bastante com esta mensagem. Respondi a mesma, e decidi descansar MUITO neste PC. Sim, eu precisaria descansar bastante e também queria muito seguir em frente junto ao Raphael, sabendo agora que estava “vivo”.

Peguei no prato para me servir o almoço e já começou a lutar contra uma ânsia de vomito… Eu teria de me resolver com aquilo, e depois de feito o almoço, depois de me deitar e tirar uma boa soneca, escutei a voz do amigo Raphael Haro e pude encontrá-lo aparentemente melhor que eu! rsrs. Acabei bebendo um gole de Coca Cola com ele (sim, mais uma vez durante um brevet Audax eu bebi deste líquido preto de que tanto desdenho). Melhorei da ânsia de vômito e disse ao Raphael que estava partindo, mas em ritmo bem lento, de forma que me alcançaria logo logo.

Até o PA2, Posto Shell Frango Assado, 221,3km percorridos

Este era o local de nosso segundo Ponto de Apoio durante a prova, outro bom local para nos alimentarmos e hidratarmo-nos, o próximo PC não estaria aberto para quem passasse por ali após as 21:00h. O local fica na Rod. Mario Beni, SP 340, placa Sul Km 191.

O Raphael chegou aqui logo depois de mim, eu o esperaria a fim de percorrermos os próximos trechos juntos. Já havia começado a noite e eu aproveitei para beber uma xícara de leite com café, comi um pão com queijo quente e uma lata de suco (não havia suco natural). Eu ainda estava comendo quando o Raphael chegou, pediu um lanche também, comeu e não tardou muito a sairmos acompanhados do Felipe (que conheci ali).

Até o PC3, Churrascaria D’Alpina, 265,10km percorridos (22:42h)

Este posto fica na Rod. João Toselho, SP 147, km 77 da rodovia, e não foi difícil chegar aqui, a noite definitivamente é minha amiga, e também do Raphael, então chegamos neste posto sem qualquer problema, a não ser o cansaço que, óbvio, era cada vez um pouco maior… Chegamos às 22:42h e costas e lombar já se faziam sentir, mas dava para levar e sabíamos que todo o trecho duro da prova havia ficado para trás!

Chegar à este PC foi reconfortante, encontramos um prato quente à nossa disposição, oferecido pela organização da prova, e eu emprestei Calminex (salicilato de metila) para o Raphael passar nas costas. Nos sentamos um pouco, o Raphael comeu, eu me hidratei bem, e resolvemos seguir.

O céu estava loucamente estrelado, a temperatura era muito boa, um friozinho muito sutil se fazia perceber, mas nas baixadas poderia ficar bem frio se você não está protegido/preparado. Eu usava neste momento um base-layer ou segunda-pele da Curtlo®, o ThermoSense, e então o conforto térmico era pleno (nem frio, nem calor). A velocidade para chegar até este PC, me parece que foi um pouco maior do que no trecho anterior, andar com o Felipe e Raphael fez o ritmo e velocidade subirem, mas em algum momento já próximo do PC3 o Felipe ficou um pouco para trás e se reuniu a um outro pelotão.

Não nos demoramos neste PC e seguimos novamente juntos, o amigo Raphael e eu. Agora a caminho da linha de chegada!

Até a chegada, Pousada Oca, 300,8km percorridos (00:55h)

 Saímos animados do PC3 e o astral só ia melhorando, eu sempre encontrava alguma piada tosca para descontrair um pouco e à base de muita “abobrinha” e besteirol o tempo foi passando. A noite não permitia ver com a mesma clareza do dia o final das subidas e isto funcionava bem para a cabeça, nós íamos tocando para frente e subindo o que quer que se apresentasse em termos de relevo. Sabíamos que não havia mais nada duro a ser encarado no plano altimétrico, uma única subidinha que alguns chamam de dura, chegando em Holambra já, e estaríamos a dois passos da obtenção deste brevet.

Quando eu percebi, o Moinho de vento na entrada de Holambra (uma das entradas) já estava alí ao nosso lado, e passamos aquele portico com grande alegria, mas sem agitação, nada efusivo. Uma curva para esquerda e nada mais, estávamos na porta da Pousada Oca, onde se encerrava o Brevet! Prova completada em 17:50h.

Agradecimentos

Agradeço novamente à minha esposa, por seu apoio e suporte dia após dia; Ao Raphael Haro, a quem não preciso dizer nada, me ensinou muito sem dizer nada; E a todos os amigos que participaram disto comigo, direta ou indiretamente. Neste ponto, prefiro não fazer citação de nomes, porque me esqueceria de muitos…

Agradeço ainda às empresas que me apoiam: Curtlo e Tutto Bike!

Estas empresas estão me apoiando numa causa invisível, acreditando em iniciativas pequenas, que não trazem nem glória nem grande exposição. São peças-chave, fonte de grande apoio nestas minhas pequenas conquistas/realizações.

Equipamentos que utilizei

  • Trek 1.5, pedivela compacto (50-34) e cassette 27-12 (guidão em fibra de carbono para esta prova);
  • Pneus Schwalbe Durano Plus 700 x 25, dobrável, e Rodas Bontrager Race;
  • Mochila Trail Lite 14, Curtlo (cabe tudo que eu preciso para uma LONGA prova, não pesa, e é MUITO confortável);
  • Bolsa Frame Bag (levei nela carta de rota e passaporte, RG, algum dinheiro, alimentação e outros);
  • Bolsa de Selim SII (onde levo câmaras reserva, espátulas e jogo de chaves para reparo de emergencia);
  • Camisa Sprinter Curtlo (Muito fresquinha, protege os braços do sol e tem boa proteção UV);
  • Calça Vertigo Curtlo (aprovadíssima, excelente forro, e não, isto não irá lhe fazer ferver no sol, mas irá te agasalhar à noite e proteger da radiação solar durante o dia. Só elogios, muitos elogios, primor de calça);
  • Colete refletivo Evidence Curtlo (item obrigatório, este modelo está funcionando muito bem);
  • Meias Speed Curtlo (muito, muito confortáveis);
  • Meias Curtlo Double Skin (eu usei durante toda a viagem e em todos os momentos em que não estava pedalando, muito boas também)
  • Boné Expedition (Coringa! Uso por baixo do capacete e protege MUITO contra o sol, sobretudo a nuca).

Alguns números

  • Tempo total de prova: 17h:50min;
  • Distância percorrida: 300,8km;
  • Velocidade média: 16,9km/h;
  • Velocidade máxima: 59km/h;
  • 00 (zero) pneu furado;

Para encontrar todos os meus relatos de outras provas AUDAX, use este link.

Um grande abraço à todos!

Audax 400, Curitiba – Março de 2014 – Relato

Olá pessoal!

Desta vez, um post sobre uma prova que não terminou nada bem, para ninguém! A prova com o final mais triste das que participei.

No dia 15/03/2014, ocorreu a prova de 400km, modalidade AUDAX Randonneur, com largada em Curtiba-PR. O percurso deve ser coberto em no máximo 27h, e a largada foi às 05:00h junto a Associação Viking Volvo, do lado da Volvo em Curitiba.

O trajeto escolhido foi:

  • Curitiba, São Luiz do Purunã, Lapa, Campo do Tenente, Três Barras, São Mateus do Sul, Palmeira, Curitiba.

Neste link você baixa a carta de rota, com mais detalhes sobre o trajeto e perfil altimetrico.

Neste link você encontra meus relatos de outras provas de longa distância.

E neste link, você confere no mapa todo o percurso da prova, pelo site ridewithgps.

Antes de começar o relato propriamente dito, um pouco de meus números no evento:

  • Tempo total de prova: 19h:30m;
  • Distancia percorrida: 326km;
  • Velocidade média: 16,71km/h;
  • Velocidade máxima: 65km/h;
  • Pneus furados: 0 (zero)

E os itens que usei nesta prova (quase o mesmo de sempre):

Anteciparei aqui, diferentemente das outras vezes, meus agradecimentos às empresas que me apoiam: Curtlo e Tutto Bike! Contar com o apoio de vocês torna as coisas um pouco menos duras. São empresas que estão apoiando pequenas iniciativas, e apostando nas mais simples sementes, por isto tem meu reconhecimento, respeito e agradecimentos!

Agradeço ainda à minha esposa, que me dá forças, e a todos os amigos que fazem parte disto (em especial: Raphael Haro, Paulo Guedes e Jota Ciclo).

Transporte e hospedagem

Saindo de São Bernardo do Campo-SP, fui de ônibus pela Viação Cometa, que prometeu não haver problema algum para embarcar com a bicicleta embalada. Cheguei no terminal rodoviário Tietê e me reuní ao amigo Paulo Guedes, que também participaria da prova.

Na hora do embarque propriamente dito, o responsável pela arrumação das bagagens questionou um bocado de coisas, disse que nós iriamos despachar as bikes sim, mas pediu uma gorgeta/caixinha/colaboração. (eu me recusei a colaborar, o Paulo preferiu fazer diferente, pessoas diferentes fazem as coisas de formas distintas, rsrs).

Após 6 horas de viagem, lá estavamos nós, em Curitiba-PR. O Paulo foi para um hotel, eu ficaria hospedado com um amigo que mora por lá, o fabricante de sapatilhas para escalada Marcos Piffer.

Briefing, Largada, PC1 em São Luiz do Purunã-PR (44km)

O horário para início do Briefing era 04:30h, a largada ocorreu às 05:00h, e eu, que errei um pouquinho do caminho para chegar até lá (rodei uns 10km a mais) acabei me atrasando, de forma que cheguei somente às 04:50h, ao menos era tempo ainda para dar largada sem atraso. (me lembro também que fiz um café da manhã mais simples que o usual em dia de prova de longa distância)

O Paulo não apareceu, e eu não consegui contacto telefônico com ele, nem via mensagem de celular (só fui saber muito depois e sua epopeia com o despertador e o “desespero” para chegar no local de largada e encontrar alguém da organização ainda…)

Dei largada com todo o restante da turma, todo mundo muito motivado, mas preocupado com o que estaria ocorrendo com o Paulo… Foi neste primeiro trecho da prova, com 45km até o PC1, que conheci o Egon, rodamos um pouco juntos à frente da maioria do grupo por algum tempo, quando ele me perguntou: “será que não estamos rodando forte demais?”, ao que eu queria responder: “confesso que estou fazendo bastante força para permanecer atrás de ti”, rsrsrs.

Cheguei ao PC1 (Posto e Restaurante Sprea) em São Luiz do Purunã-PR por volta das 06:52h, registrado em cupom fiscal emitido pelo estabelecimento. Comi um pão na chapa, acho que bebi alguma coisa (talvez leite com café), fui ao banheiro, comprei um pacotinho de amendoim salgado, vesti meu maravilhoso Boné Expedition, a fim de garantir melhor proteção contra o sol que já havia nascido, e parti no encalço de alguns ciclistas que estavam partindo também.

PC1 ao PC2, São Luiz do Purunã~Campo do Tenente-PR (91km)

Eu havia saído apenas uns 5 segundos atrás dos primeiros ciclistas que vi partindo do PC1, e por incrível que pareça, não consegui encostar neles, ainda que tenha me esforçado um bocado. Eu começava a pensar que tinha alguma coisa errada acontecendo comigo… Pensava coisas do tipo:

“Será que estou num dia ruim?; Será que estou com as pernas fracas?; Será por conta dos pneus mais largos, 700 x 28c, ao passo que só havia utilizado 700 x 25 e 700 x 23 em longas distancias até então?; Será reflexo inconsciente de minha preocupação com a ausencia do Paulo?”

Bom, eu vi que um segundo grupo de ciclistas estava se aproximando, então decidi que poderia encostar nestes e seguir junto, mantendo-me afastado da solidão por algum tempo pelo menos… Mas eles passaram e eu novamente não consegui me conectar no grupo. Logo depois, passava um rapaz e uma moça, a Rafaela de Florianópolis-SC, que somente consegui acompanhar fazendo muita força até conectar-me “nas rodas” destes.

Uma vez conectado, segui com eles, que acabaram conectando-nos àquele segundo grupo. Minha alegria não durou muito, foi até o primeiro grande cambio de direção, curva à esquerda sentido Porto Amazonas e Lapa, aos 60,5 km de prova. Neste ponto, eu sentia que o grupo acelerava e relaxava, acelerava e relaxava, não mantinha (naquele trecho) um ritmo pleno e constante, e EU não era capaz de resistir neste passo. Sobrou apenas a terrível escolha: Seguir adiante na solidão (eu sabia naquele ponto, erradamente, que era o ultimo ciclista da fila); E tentava me convencer do improvável: Se eu seguir em ritmo constante, os encontrarei logo que chegar no PC2.

Um pouco depois recebi SMS do Paulo, explicando que realmente não dera largada e que já estava à caminho da Rodoviária… Me saia das costas uma preocupação e entrava na cabeça um ar de tristeza por saber que não o encontraria em trecho algum agora.

O sol começava a ficar mais forte, parei em Lapa-PR a fim de comprar uma bebida em uma mercearia à beira da pista, e depois parei num posto da Polícia Rodoviária Federal, a fim de reabastecer a caramanhola de água. Era o momento de aplicar protetor solar, o astro rei já avisava isto com clareza! Eu me sentia atrasado e coloquei-me em pressa, optei por aplicar protetor solar somente ao chegar no próximo PC, que não estava tão longe (é sempre assim, não está muito longe, daqui a pouco eu resolvo isto…).

Cheguei ao PC2, Posto José Luiz, em Campo do Tenente-PR já na BR116, por volta das 11:26h, registrado em cupom fiscal emitido pelo estabelecimento.

Alí bebi um Gatorade, abasteci a caramanhola de água, fiz um almoço (bem mais fraco que o usual, na falta de opções), e quando me preparava para uma ducha e protetor solar antes de partir, chegou um outro ciclista que participava da prova! Eu o cumprimentei, joguei algumas palavras de incentivo e perguntei se ele iria demorar ou se seria parada rápida, pois no segundo caso poderiamos sair juntos. Ele iria se demorar um pouco, então eu fui para a ducha, protetor solar, e parti!

PC2 ao PC3, Campo do Tenente-PR~Tres Barras-SC (44km)

Agora seguiria pela Regis Bitencourt, a paisagem começava a chamar mais a atenção e a distancia para o próximo PC era de 44km. Eu pensei em louco devaneio: “Não sendo este, sabidamente, um trecho duro no que tange a altimetria ou condições do asfalto, talvez consiga manter uma média de 22km/h, o que me leva ao próximo PC em apenas 2h. Vou chegar lá por volta das 13:30h, quem sabe”.

Doce ilusão, só cheguei lá às 14:45h e alí me demorei aproximadamente 30min. Bebi água mineral, um Gatorade, comi alguma coisa que levava na mochila (aliás, uma mochilinha que caiu do céu, muito prática e confortável, a Trail Lite da Curtlo), abasteci a caramanhola de água, lavei as pernas e o rosto para re-aplicação do protetor solar, vi o tempo/céu começando a se fechar, prenuncio de chuva, e parti!

Até chegar aqui, passei por rios, atravessei pontes, vi paisagens belas, escutei o assustador barulho de um acidente de automóvel há uma ou duas curvas atrás de mim, passei por trechos em obras que me reduziram um pouco a velocidade, esqueci da solidão e não pensei em falha ou desistencia.

PC3 ao PC4, Tres Barras-SC~São Mateus do Sul-PR (71km)

Este trecho poderia ser bem mais fácil do que me saiu, era bem mais plano do que os outros trechos, mas neste eu via as subidas, curioso! Eram 71km, eu sabia que seria bem mais sofrido que o trecho imediatamente anterior, com apenas 44km, mas se tinha de fazer não importava o quão duro poderia ser ou não… Eu só tinha que pedalar e resistir.

Tinha uma doce ilusão de que talvez, quem sabe, se as conspirações do universo estivessem a meu favor, poderia num cenário otimista chegar ao próximo PC na ultima luz do dia. Quanta ilusão, cheguei lá às 19:40h, para só então me lembrar de que agora viria o trecho mais duro da prova, entre PC4 e PC5, e que meu tempo embora não fosse tão ruim não era também nada digamos assim: Bom.

Em algum ponto deste trecho, uma chuva rápida deu o ar da graça e eu tive de parar para vestir a jaqueta impermeável que me fez optar por levar uma mochilinha nesta prova! Eu parei num lugar tão bem abrigado (um ponto de onibus com cobertura), que acabei me demorando um pouco mais, visto que a chuva parecia diminuir… De fato ela praticamente cessou, e quando eu resolvi partir dalí já não havia muito ar de chuva, só a pista um pouco molhada.

Um pouco mais à frente parei em uma panificadora para tirar a jaqueta e guardar na mochila, e claro, comer e beber algo. Comi um pão com queijo e ovo, e o inusitado: coca-cola! É, eu bebi isto!; Ao partir uma vez mais, começou a garoar e tive de parar novamente para vestir a bendita jaqueta impermeável; e um pouco mais à frente, agora sim nas ultimas luzes do dia, vi adiante o ciclista que havia encontrado no PC2, aquele que era o ultimo da fila lembra?

Segui um pouquinho com ele, tentando inflar-nos de animo, tentando entrar na energia dele ou trazê-lo para mais perto da minha, mas nosso passo era diferente de mais, embora não fosse muito diferente a média! Em algum ponto eu acabei seguindo na frente e ele seguiu um pouco atrás.

Cheguei em São Mateus do Sul às 19:40h, parei na panificadora Gelinski a fim de comprar água e talvez comer algo, antes de parar no Posto Guapo, o PC4 propriamente dito. Também parei numa farmácia para confirmar se estava na rua certa, e aproveitei para me pesar. Dos 58~59kg que pesava quando dei largada, só tinha agora 56,5!

Chegando no PC4 quem encontro? O rapaz que agora pouco havia ficado para tras. Eu não disse que a média não era muito diferente?

Registrei passagem pelo PC, fui ao banheiro, lavei os joelhos, passei uma pomada anti-inflamatória nestes, ingeri uma capsula de cafeína, e parti bastante animado rumo ao PC5, ciente de que era o trecho mais duro e que eu não tinha reservas de tempo para fazer o trecho com uma média de velocidade muito baixa. Eu teria que fazer este trecho de forma rápida, eficiente, se quisesse pegar o PC5 aberto/em tempo hábil para prosseguir na prova.

PC4 ao PC5, São Mateus do Sul-PR~Palmeira-PR (76km)

Posto Bordignon, PC5, esta era a meta da vez, o grande objetivo! Nem pensava na linha de chegada ou no próximo trecho a ser encarado após o PC5. Tinha na cabeça que eu só precisava vencer este trecho e nada mais, o resto seria conversa para depois. Tentava me convencer de que este trecho não me sairia dificil porque prevaleciam as subidas, e as amo!

A capsula de cafeína funcionava perfeitamente (olhando um lado da moeda): Eu não sofria com o sono que a esta altura já estaria me reduzindo bastante o rendimento, eu começava muito bem o trecho, fazendo as primeiras grandes subidas em uma média baixa, mas que me agradava, me fazia tranquilo de que conseguiria galgar o objetivo. Por outro lado, alguns bons kilômetros a frente, podia sentir o coração muito acelerado, um dos efeitos da cafeína.

Não foi muito depois de partir do PC4 que começo a sentir grande incomodo na região das nádegas. Pele, bermuda, creme anti-atrito, selim, calibragem dos pneus, o que será que não estava bem acertado? Este incômodo me acompanhou durante todo o percurso até o PC5 e não foi nada fácil lidar com ele.

Faltavam apenas 30km para chegar à meta, quando o rendimento caiu um bocado. Eu olhava para o ciclocomputador, memorizava a kilometragem rodada, e depois de pedar muito olhava de novo para ver se já tinha rodado um ou dois kilometros… Então vinha a decepção: não rodara nem sequer um km, eu devia estar muito lento neste trecho.

Havia deixado para trás o único posto de gasolina que encontraria aberto, onde comi uma batata-frita industrializada, bebi outra coca-cola, troquei a água da caramanhola, e entre tirar alí uma soneca ou no PC5, decidi que seria no PC5. Não me arrependo, mas me lembrei várias vezes durante o trecho, de que seria certamente o único lugar aberto que eu encontraria, rsrsrs.

Foi duríssima batalha vencer os ultimos 30km, mas quando vi a placa de Curitiba, que me levava direto ao posto Bordignon contornando à direita, acessando a BR277 e atravessando-a imediatamente, eu ganhei forças! Muita alegria e motivação invadiam meu corpo, minha cabeça, e povoavam meus pensamentos apenas com coisas positivas.

Era aproximadamente 00:30h, eu teria 07:30h para percorrer os ultimos 74km. Poderia me permitir até mesmo dormir meia hora, a final de contas, 74km em 07:00h chega a ser fácil, sabendo que a altimetria não chegava a ser dura. Começaria difícil e depois nos brindaria uma gigantesca “descida”…

O PC5, Posto Bordignon, Palmeira-PR

Até este ponto, havia rodado 326km, e pedalado por 19:30h. Cheguei no posto, já fechado e totalmente escuro, e vi acenando para mim a Rafaela e outro ciclista que estava com ela (me esqueci seu nome agora). Pensei imediatamente: “O que é que estes caras estão fazendo aqui ainda?“, ato contínuo, pensei ainda: “ou pararam para dormir um montão antes de seguir, ou desistiram da prova por algum problema mecânico, não estão com cara de quem quebrou“.

Cheguei até eles, nos cumprimentamos, e o rapaz me disse:
_ “Olha, temos umas notícias ruins!”

Ao que respondi, inocente:
_ “Ok, vamos às notícias ruins!”

O rapaz então disse:
_ “1 – A prova foi cancelada; 2 – Por conta do falecimento de um colega nosso, o Egon!”

Não vou me demorar muito nesta pauta, nem vamos fazer disto um tópico polêmico, eu só quero escrever aqui sobre isto, porque sei que me esqueceria todos os detalhes deste dia se não registrasse, e porque de qualquer maneira fazem parte das memórias deste dia.

Imediatamente eu também fiquei chocado, tive ansia de vômito e não havia mais qualquer clima para continuar girando. Dissipara-se como fumaça ao vento todo e qualquer traço daquele animo e motivação toda que me invadiam segundos atrás!

Egon Koerner Júnior, 55 anos, aquele ciclista com quem rodei parte do primeiro trecho desta prova, se lembram? Foi atropelado ou assassinado no acostamento da BR277, próximo ao Km143 da rodovia, sentido Curitiba, por volta das 22:00h.

O condutor do veículo ou criminoso, ou o que seja, preso em flagrante, dirigia alcoolizado (e eu o ví pessoalmente um pouco mais tarde, junto ao pessoal da PRF na cena do sinistro), não tinha carta de habilitação SIC, e a perícia aponta que estava em velocidade um bocado acima do permitido.

Amigo Egon, esteja em paz!

A prova estava terminada, cancelada, ganhei carona até Curitiba (sou muito grato pela ajuda amigos), e no dia seguinte encarei as 6h de ônibus até São Paulo-SP, e um metrô até a estação Jabaquara, onde minha esposa foi para me buscar de carro.

Peço desculpas por não saber a melhor forma de encerrar o texto.

Um grande e fraternal abraço à todos;

Audax 300, Boituva – Fevereiro de 2014 – Relato

Olá pessoal!

No dia 15/02/2014, sábado retrasado, foi realizada a prova de ciclismo de longa distância Audax 300, em Boituva-SP, a cidade dos ventos! Eu participei, me diverti bastante, e voltei de lá com mais um brevet 300, válido pelo calendário 2014. Até agora estou somando no calendário vigente 02 brevets 200 e 02 brevets 300, são 1000km rodados nestas provas.

O desafio a que me submeti seria percorrer 303,8km, saindo de Boituva, passando por Botucatu, e São Manuel, até uma certa altura da Rodovia onde teríamos percorrido um pouquinho mais de 150km, e então dar meia volta rumo Boituva novamente, quando completariamos os 303.8km rodados.

Neste post aqui, eu falei um pouquinho sobre como seria, por onde passariamos, e tal… Se tiver interesse vale a pena dar uma olhadinha.

Para baixar a carta de rota que usamos no dia do evento, e conhecer em detalhes o trecho, clique aqui.

Para visualizar o mapa da prova, no Bikely.com, clique aqui.

Para conferir os resultados finais da prova, clique aqui.

Transporte e hospedagem

Novamente fui de ônibus, saindo na vespera da prova, uma sexta-feira, em carro da empresa Vale do Tietê, saindo às 14:00h a partir do terminal Barra Funda. Desta forma teria tempo para chegar, fazer check-in no hotel (fiquei no Hotel Garrafão desta vez), comprar alguma coisa no mercado, sentir um pouco dos ares de Boituva, e preparar os ultimos acertos na bike, rodar um pouquinho com ela para conferir se não desregulou nada durante o transporte e tal…

Eu tenho gostado dos serviços prestados pela Vale do Tietê, transportam a bicicleta sem maiores perguntas e não tem ocorrido burocracia ou discussões com o pessoal para conseguir que transportem meus volumes. Continuo sentindo que usar Mala-Bike e Mala-Rodas ajuda bastante neste momento da jornada.

Quando cheguei no hotel, foi grata surpresa encontrar já um de meus companheiros de quarto, o Paulo Guedes, com quem, junto ao Leandro, dividiriamos um quarto triplo. Eu não conhecia o Leandro ainda, era uma incógnita para mim, mas foi 10! Caboclo divertido, bom companheiro. O Paulo já era conhecido, dividi quarto com ele na prova de 200km realizada em Holambra.

Gostei bastante do Hotel Garrafão, o quarto era bom, chuveiro muito bom, e em geral reinava um belo silencio, bem ao contrário do que eu imaginava… Café da manhã muito bom… Em fim, eu gostei, pronto.

Confraternização com amigos, jantar antes da prova. (foto: André Rufino)

Confraternização com amigos, jantar antes da prova. (foto: André Rufino)

Acordar, vistoria, café da manhã e largada

Em decisão conjunta com os colegas de quarto, acordamos que seria mais interessante passar pela vistoria no primeiro horário possível (05:30h da manhã), para então retornar ao Hotel (muito proximo) a fim de fazer o café da manhã (servido a partir das 06:00h), e então retornar ao ponto da largada, que seria realizada às 07:00h, para quem ia fazer a prova de 300km. Foi realizada paralelamente uma prova de 200km, com largada para as 07:15h, e o Leandro sairia nesta turma, ao passo que eu e o Paulo Guedes sairiamos na turma dos 300km.

Com a vistoria tudo bem, logo estavamos de volta ao Hotel fazendo nosso café da manhã junto com um bocado de outros colegas de prova. Eu terminei o café da manhã e subi ao quarto para vestir bermuda de ciclismo, camisa, o bom e velho boné Explorer por baixo do capacete, meias, sapatilha, em fim, colocar a fantasia de ciclista. Recordo-me de haver hidratado BEM no café da manhã já.

Ao partir para o ponto de largada, não fizemos todos juntos, porque os meninos parece que ainda tinham algo para arrumar, e já rolava uma corridinha contra o tempo para não nos atrasar para a largada.

  • Inusitado da vez: O Paulo viu 03 câmaras de ar que eu deixaria no hotel (eu havia levado 06 e decidi largar com apenas 03), junto com um par de espátulas que também me estava sobrando, e pensou que eu estaria me esquecendo destes itens, então qual não foi minha supresa quando ele alinhou comigo para a largada, perguntou se eu portava câmaras e espátula, e ao confirmar duas vezes comigo uma resposta sim, deu meia volta e eu não entendi nada… rsrsrs. Ele retornou para dizer ao Leandro que estava tudo certo, que não era itemesquecido não. O Leandro ficou esperando lá no Hotel, porque a largada dele seria um pouco depois mesmo… (Paulo, de qualquer maneira eu lhe agradeço o carinho e preocupação, eu não imaginava que poderiam parecer itens esquecidos, rsrsrs).

Realizei a largada meio ansioso porque o Paulo ainda não havia regressado, mas estava plenamente seguro de que me alcançaria em questão de minutos, o que realmente aconteceu, logo depois de entrarmos na Rodovia Castelo Branco.

Após a largada em Boituva, no extremo direito da foto.

Após a largada em Boituva, no extremo direito da foto.

Logo após a largada, no centrinho de Boituva e a caminho da Rod. Castelo Branco. Camisa laranja manga longa e colete verde.

Onde está o Wally? Logo depois da largada, ainda no centrinho de Boituva, a caminho da Rod. Castelo Branco.

Onde está o Wally? Logo depois da largada, ainda no centrinho de Boituva, a caminho da Rod. Castelo Branco.

Na Castelo Branco, um pouco depois da Largada, com Paulo Guedes no canto esquerdo da foto
Na Castelo Branco, um pouco depois da Largada, com Paulo Guedes no canto esquerdo da foto

Até o PC1 Posto RodoStar

Cheguei ao PC1 somente às 09h:38m, foram 02h:38m para percorrer 76km. Neste trecho, ajudei o Paulo a trocar uma câmara furada, de seu pneu traseiro.

Chegada ao PC1, no canto direito da foto, camisa laranja e colete verde. Nesta foto também se vê o Paulo Guedes.

Chegada ao PC1, no canto direito da foto, camisa laranja e colete verde. Nesta foto também se vê o Paulo Guedes.

Foi neste trecho também, por volta dos 15minutos de prova, que o amigo Hermes Finazzi sofreu um acidente nada trivial. Só fui saber que era o Hermes muito, mas muito tempo depois… As pessoas que me deram informações/nomes, davam conta de que o acidentado seria alguém de nome diferente (bem diferente…). Daria para levantar um monte de detalhes e pormenores, mas o lance é que o Hermes já está “bem”, em plena recuperação. Hermes, se estiver lendo isto, desejo força!!!

Até chegar ao PC1 foi apenas um sentimento estranho, depois de saber o que houve, que um colega de prova tivesse sofrido um acidente daqueles, não dava para ficar alegre com nada, mas decidi tocar em frente pois não me via como útil alí na cena do acidente. Eu e o Paulo tocamos para frente, e o Jota ficou para prestar auxílio (abandonou a prova em prol de um bem maior).

Escondido atrás do Fausto.

Escondido atrás do Fausto.

No PC1, me lembro de não demorar nada praticamente. Carimbar o passaporte, banheiro, hidratar-me, abastecer caramanhola d’água, comer algo rápido, e partir. O Paulo seguiu um pouco depois.

Até o PC2 Restaurante Brescience do Tchê

Após sair do PC1 fui alcançado pelo Paulo em questão de minutos, então tocamos juntos na intenção de subir a Serra de Botucatu sem maior demora… A questão é que ele estava com pernas boas, e eu com pernas ruins, rsrsrs. Ele fez a ascensão num ritmo bem abaixo do que faria se eu não estivesse alí, e de alguma forma me esperou no topo da subida, quando nos reunimos novamente e seguimos juntos.

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Tinhamos em mente parar no restaurante Carrero, há 5 ou 7km antes do PC2, a fim de alí fazer nosso almoço, ao invés de o fazer no PC2, por conta de uma melhor estrutura neste primeiro ponto com relação ao segundo. E quase chegando lá estavamos pedalando com a Érica e acho que o Wilson Poletti. Foi um único trecho em que eu abri uma curva de distância, parei no Restaurante Carrero a fim de aguardar o Paulo e claro, almoçar, mas nada do Paulo ou da Érica, ou qualquer um parar alí… rsrsrs, seguiram direto para o PC2!

Não me recordo que trecho é este (foto: Roberta Godinho)

Não me recordo que trecho é este (foto: Roberta Godinho)

Me hidratei um bocado, fiz um prato bem colorido, rico em carbohidratos, mas tudo em muito pequenas porções. Bebi suco de limão se não me falha a memória, uma das poucas opções naturais oferecidas alí no dia, e não tardei muito em partir.

Há aproximadamente 1km para chegar no PC2, tive um pneu furado! Estava com câmaras reserva e todo o equipamento necessário para a substituição, então foi simples resolver isto e seguir em frente.

Cheguei ao PC2 às 13:39h, encontrei o Paulo já descansado e praticamente pronto para partir, não me demorei muito: Carimbar passaporte, hidratar-me, abastecer caramanhola d’água, comer algo rápido, lavar os joelhos para aplicar Calminex® e partir.

Até a chegada, Boituva Apart Hotel

Saímos do PC3 imediatamente depois do Wilson Poletti e do Rafael Hernandez (Rafael Leal da Silva), eu e o Paulo Guedes, fiel escudeiro! Me lembro de ter visto estes dois colegas poucos metros à nossa frente (ainda não os conhecia assim de girar juntos e tal…, não sabia ou sequer me lembrava seus nomes), mas me lembro de olhar para o Paulo e de este olhar para mim, ele entendeu o que eu quis dizer sem palavra alguma, e decidimos chegar junto aos novos amigos, a fim de unir forças. Eu imaginava que se conseguisse rodar com eles por pelo menos 30 minutos, já estaria lucro, tal era a fraqueza de minhas pernas ou de meu espírito!

Não me lembro da localização deste trecho também (foto: Roberta Godinho)

Não me lembro da localização deste trecho também (foto: Roberta Godinho)

Encostamos, um conhece o outro, começamos a conversar um pouco, e o ritmo era maravilhoso, só fazia bem para as pernas e para o estado de espírito. Eu pensava que poderia me deteriorar tentando seguir aquele ritmo, mas eu só crescia… O Paulo notou imediatamente minha melhora no estado de espírito e nas pernas, não perdeu tempo e já fez piada…

Eu não tinha condições de puxar o pelotão, segui muito na roda dos meninos, o Wilson fazia um trabalho quase heroico, e nos viamos subindo pequenas rampas a 28km/h, em algumas subidinhas me lembro de velocidades até superiores… Eu mal acreditava no que estava acontecendo, menos ainda quando pude ajudar puxando um pouquinho também, revezando com os meninos…

Rafael fica para traz, Wilson volta para buscá-lo, traz na roda, e logo estamos os 4 novamente juntos, fazendo piadas, conversando e o tempo passa rapidinho. Todo mundo num astral muito bom! Neste trecho, me lembro de haver parado para encher a caramanhola d’água (foi importante, porque me lembro de então ter água para oferecer a um amigo algum tempo depois, quando este precisava de um gole…)

Já chegando em Boituva meu ritmo se deteriorara (senti os primeiros sinais de sono), o Paulo me esperou (acho que por “solidariedade”), o Wilson e o Rafael mantiveram o ritmo e concluiram a prova 03 minutos antes.

Grande satisfação chegar ao ponto final de nossa jornada, o Boituva Apart Hotel, carimbar o passaporte, receber o certificado de conclusão do percurso e medalhinha, e partir para o Hotel onde estavamos hospedados, a fim de tomar um belo banho e dormir plenamente.

Agradecimentos

Agradeço novamente à minha esposa, por seu apoio e suporte dia após dia; Ao Paulo Guedes, que me ajudou muito a rodar durante toda a prova; E a todos os amigos que participaram disto comigo, direta ou indiretamente. Neste ponto, prefiro não fazer citação de nomes, porque me esqueceria de muitos…

Agradeço ainda às empresas que me apoiam: Curtlo e Tutto Bike!

Estas empresas estão me apoiando numa causa invisível, acreditando em iniciativas pequenas, que não trazem nem glória nem grande exposição. São peças-chave, fonte de grande apoio nestas minhas pequenas conquistas/realizações.

Equipamentos que utilizei

  • Trek 1.5, pedivela compacto (50-34) e cassette 27-12 (guidão em fibra de carbono para esta prova);
  • Mala-bike Curtlo (sempre uma preciosidade na hora de despachar a bagagem no ônibus);
  • Mala-roda Curtlo (outra preciosidade na hora de despachar a bagagem no ônibus);
  • Bolsa Frame Bag (levei nela carta de rota e passaporte, RG, algum dinheiro, alimentação e outros);
  • Bolsa de Selim SII (onde levo câmaras reserva, espátulas e jogo de chaves para reparo de emergencia);
  • Camisa Sprinter Curtlo (Muito fresquinha, protege os braços do sol e tem boa proteção UV);
  • Bermuda Vertigo Curtlo (em time que está ganhando não se mexe, está funcionando há 03 temporadas);
  • Colete refletivo Evidence Curtlo (item obrigatorio, este modelo está funcionando muito bem);
  • Meias Speed Curtlo (muito, muito confortaveis);
  • Meias Curtlo Double Skin (eu usei durante toda a viagem e em todos os momentos em que não estava pedalando, muito boas também)
  • Boné Expedition (Coringa! Uso por baixo do capacete e protege MUITO contra o sol, sobretudo a nuca).

Alguns números

  • Tempo total de prova: 16h:07min;
  • Distância percorrida: 303,8km;
  • Velocidade média: 18,9km/h;
  • Velocidade máxima: 62km/h;
  • 01 (um) pneu furado;

Para encontrar todos os meus relatos de outras provas AUDAX, use este link.

Um grande abraço à todos!

Próximo Desafio: AUDAX 300 Boituva, 15/02/2014

Olá amigos!

Post rápido para anunciar minha participação regular no próximo Audax organizado pelo Randonneurs SP, o AUDAX 300 de Boituva-SP.

Confira neste link a relação de inscritos confirmados.

Agradecimentos antecipados à Tutto Bike e à Curtlo, por apoiar-me novamente em mais esta empreitada. São empresas que estão acreditando em, e apoiando, uma causa pequena, um ciclista participando de provas que não trazem nem glória nem títulos .

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Serão 303,8km duríssimos em um cenário que costuma ter muito vento e sol à pino, para serem percorridos em no máximo 20h. Largada em Boituva, passando por Botucatu, São Manuel, e chegada no mesmo local de largada: Boituva.

Se tiver interesse, é possível baixar a planilha de rota clicando aqui.

Abaixo, o mapa do percurso, pelo Bikely:

http://www.bikely.com/maps/bike-path/brevet-300-boituva-15-02-14#null

Um pouco do que usarei:

Um grande e fraternal abraço à todos!