Audax 300, Boituva – Fevereiro de 2014 – Relato

Olá pessoal!

No dia 15/02/2014, sábado retrasado, foi realizada a prova de ciclismo de longa distância Audax 300, em Boituva-SP, a cidade dos ventos! Eu participei, me diverti bastante, e voltei de lá com mais um brevet 300, válido pelo calendário 2014. Até agora estou somando no calendário vigente 02 brevets 200 e 02 brevets 300, são 1000km rodados nestas provas.

O desafio a que me submeti seria percorrer 303,8km, saindo de Boituva, passando por Botucatu, e São Manuel, até uma certa altura da Rodovia onde teríamos percorrido um pouquinho mais de 150km, e então dar meia volta rumo Boituva novamente, quando completariamos os 303.8km rodados.

Neste post aqui, eu falei um pouquinho sobre como seria, por onde passariamos, e tal… Se tiver interesse vale a pena dar uma olhadinha.

Para baixar a carta de rota que usamos no dia do evento, e conhecer em detalhes o trecho, clique aqui.

Para visualizar o mapa da prova, no Bikely.com, clique aqui.

Para conferir os resultados finais da prova, clique aqui.

Transporte e hospedagem

Novamente fui de ônibus, saindo na vespera da prova, uma sexta-feira, em carro da empresa Vale do Tietê, saindo às 14:00h a partir do terminal Barra Funda. Desta forma teria tempo para chegar, fazer check-in no hotel (fiquei no Hotel Garrafão desta vez), comprar alguma coisa no mercado, sentir um pouco dos ares de Boituva, e preparar os ultimos acertos na bike, rodar um pouquinho com ela para conferir se não desregulou nada durante o transporte e tal…

Eu tenho gostado dos serviços prestados pela Vale do Tietê, transportam a bicicleta sem maiores perguntas e não tem ocorrido burocracia ou discussões com o pessoal para conseguir que transportem meus volumes. Continuo sentindo que usar Mala-Bike e Mala-Rodas ajuda bastante neste momento da jornada.

Quando cheguei no hotel, foi grata surpresa encontrar já um de meus companheiros de quarto, o Paulo Guedes, com quem, junto ao Leandro, dividiriamos um quarto triplo. Eu não conhecia o Leandro ainda, era uma incógnita para mim, mas foi 10! Caboclo divertido, bom companheiro. O Paulo já era conhecido, dividi quarto com ele na prova de 200km realizada em Holambra.

Gostei bastante do Hotel Garrafão, o quarto era bom, chuveiro muito bom, e em geral reinava um belo silencio, bem ao contrário do que eu imaginava… Café da manhã muito bom… Em fim, eu gostei, pronto.

Confraternização com amigos, jantar antes da prova. (foto: André Rufino)

Confraternização com amigos, jantar antes da prova. (foto: André Rufino)

Acordar, vistoria, café da manhã e largada

Em decisão conjunta com os colegas de quarto, acordamos que seria mais interessante passar pela vistoria no primeiro horário possível (05:30h da manhã), para então retornar ao Hotel (muito proximo) a fim de fazer o café da manhã (servido a partir das 06:00h), e então retornar ao ponto da largada, que seria realizada às 07:00h, para quem ia fazer a prova de 300km. Foi realizada paralelamente uma prova de 200km, com largada para as 07:15h, e o Leandro sairia nesta turma, ao passo que eu e o Paulo Guedes sairiamos na turma dos 300km.

Com a vistoria tudo bem, logo estavamos de volta ao Hotel fazendo nosso café da manhã junto com um bocado de outros colegas de prova. Eu terminei o café da manhã e subi ao quarto para vestir bermuda de ciclismo, camisa, o bom e velho boné Explorer por baixo do capacete, meias, sapatilha, em fim, colocar a fantasia de ciclista. Recordo-me de haver hidratado BEM no café da manhã já.

Ao partir para o ponto de largada, não fizemos todos juntos, porque os meninos parece que ainda tinham algo para arrumar, e já rolava uma corridinha contra o tempo para não nos atrasar para a largada.

  • Inusitado da vez: O Paulo viu 03 câmaras de ar que eu deixaria no hotel (eu havia levado 06 e decidi largar com apenas 03), junto com um par de espátulas que também me estava sobrando, e pensou que eu estaria me esquecendo destes itens, então qual não foi minha supresa quando ele alinhou comigo para a largada, perguntou se eu portava câmaras e espátula, e ao confirmar duas vezes comigo uma resposta sim, deu meia volta e eu não entendi nada… rsrsrs. Ele retornou para dizer ao Leandro que estava tudo certo, que não era itemesquecido não. O Leandro ficou esperando lá no Hotel, porque a largada dele seria um pouco depois mesmo… (Paulo, de qualquer maneira eu lhe agradeço o carinho e preocupação, eu não imaginava que poderiam parecer itens esquecidos, rsrsrs).

Realizei a largada meio ansioso porque o Paulo ainda não havia regressado, mas estava plenamente seguro de que me alcançaria em questão de minutos, o que realmente aconteceu, logo depois de entrarmos na Rodovia Castelo Branco.

Após a largada em Boituva, no extremo direito da foto.

Após a largada em Boituva, no extremo direito da foto.

Logo após a largada, no centrinho de Boituva e a caminho da Rod. Castelo Branco. Camisa laranja manga longa e colete verde.

Onde está o Wally? Logo depois da largada, ainda no centrinho de Boituva, a caminho da Rod. Castelo Branco.

Onde está o Wally? Logo depois da largada, ainda no centrinho de Boituva, a caminho da Rod. Castelo Branco.

Na Castelo Branco, um pouco depois da Largada, com Paulo Guedes no canto esquerdo da foto
Na Castelo Branco, um pouco depois da Largada, com Paulo Guedes no canto esquerdo da foto

Até o PC1 Posto RodoStar

Cheguei ao PC1 somente às 09h:38m, foram 02h:38m para percorrer 76km. Neste trecho, ajudei o Paulo a trocar uma câmara furada, de seu pneu traseiro.

Chegada ao PC1, no canto direito da foto, camisa laranja e colete verde. Nesta foto também se vê o Paulo Guedes.

Chegada ao PC1, no canto direito da foto, camisa laranja e colete verde. Nesta foto também se vê o Paulo Guedes.

Foi neste trecho também, por volta dos 15minutos de prova, que o amigo Hermes Finazzi sofreu um acidente nada trivial. Só fui saber que era o Hermes muito, mas muito tempo depois… As pessoas que me deram informações/nomes, davam conta de que o acidentado seria alguém de nome diferente (bem diferente…). Daria para levantar um monte de detalhes e pormenores, mas o lance é que o Hermes já está “bem”, em plena recuperação. Hermes, se estiver lendo isto, desejo força!!!

Até chegar ao PC1 foi apenas um sentimento estranho, depois de saber o que houve, que um colega de prova tivesse sofrido um acidente daqueles, não dava para ficar alegre com nada, mas decidi tocar em frente pois não me via como útil alí na cena do acidente. Eu e o Paulo tocamos para frente, e o Jota ficou para prestar auxílio (abandonou a prova em prol de um bem maior).

Escondido atrás do Fausto.

Escondido atrás do Fausto.

No PC1, me lembro de não demorar nada praticamente. Carimbar o passaporte, banheiro, hidratar-me, abastecer caramanhola d’água, comer algo rápido, e partir. O Paulo seguiu um pouco depois.

Até o PC2 Restaurante Brescience do Tchê

Após sair do PC1 fui alcançado pelo Paulo em questão de minutos, então tocamos juntos na intenção de subir a Serra de Botucatu sem maior demora… A questão é que ele estava com pernas boas, e eu com pernas ruins, rsrsrs. Ele fez a ascensão num ritmo bem abaixo do que faria se eu não estivesse alí, e de alguma forma me esperou no topo da subida, quando nos reunimos novamente e seguimos juntos.

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Trechinho da Serra de Botucatu, por onde vamos subir na ida, e descer na volta.

Tinhamos em mente parar no restaurante Carrero, há 5 ou 7km antes do PC2, a fim de alí fazer nosso almoço, ao invés de o fazer no PC2, por conta de uma melhor estrutura neste primeiro ponto com relação ao segundo. E quase chegando lá estavamos pedalando com a Érica e acho que o Wilson Poletti. Foi um único trecho em que eu abri uma curva de distância, parei no Restaurante Carrero a fim de aguardar o Paulo e claro, almoçar, mas nada do Paulo ou da Érica, ou qualquer um parar alí… rsrsrs, seguiram direto para o PC2!

Não me recordo que trecho é este (foto: Roberta Godinho)

Não me recordo que trecho é este (foto: Roberta Godinho)

Me hidratei um bocado, fiz um prato bem colorido, rico em carbohidratos, mas tudo em muito pequenas porções. Bebi suco de limão se não me falha a memória, uma das poucas opções naturais oferecidas alí no dia, e não tardei muito em partir.

Há aproximadamente 1km para chegar no PC2, tive um pneu furado! Estava com câmaras reserva e todo o equipamento necessário para a substituição, então foi simples resolver isto e seguir em frente.

Cheguei ao PC2 às 13:39h, encontrei o Paulo já descansado e praticamente pronto para partir, não me demorei muito: Carimbar passaporte, hidratar-me, abastecer caramanhola d’água, comer algo rápido, lavar os joelhos para aplicar Calminex® e partir.

Até a chegada, Boituva Apart Hotel

Saímos do PC3 imediatamente depois do Wilson Poletti e do Rafael Hernandez (Rafael Leal da Silva), eu e o Paulo Guedes, fiel escudeiro! Me lembro de ter visto estes dois colegas poucos metros à nossa frente (ainda não os conhecia assim de girar juntos e tal…, não sabia ou sequer me lembrava seus nomes), mas me lembro de olhar para o Paulo e de este olhar para mim, ele entendeu o que eu quis dizer sem palavra alguma, e decidimos chegar junto aos novos amigos, a fim de unir forças. Eu imaginava que se conseguisse rodar com eles por pelo menos 30 minutos, já estaria lucro, tal era a fraqueza de minhas pernas ou de meu espírito!

Não me lembro da localização deste trecho também (foto: Roberta Godinho)

Não me lembro da localização deste trecho também (foto: Roberta Godinho)

Encostamos, um conhece o outro, começamos a conversar um pouco, e o ritmo era maravilhoso, só fazia bem para as pernas e para o estado de espírito. Eu pensava que poderia me deteriorar tentando seguir aquele ritmo, mas eu só crescia… O Paulo notou imediatamente minha melhora no estado de espírito e nas pernas, não perdeu tempo e já fez piada…

Eu não tinha condições de puxar o pelotão, segui muito na roda dos meninos, o Wilson fazia um trabalho quase heroico, e nos viamos subindo pequenas rampas a 28km/h, em algumas subidinhas me lembro de velocidades até superiores… Eu mal acreditava no que estava acontecendo, menos ainda quando pude ajudar puxando um pouquinho também, revezando com os meninos…

Rafael fica para traz, Wilson volta para buscá-lo, traz na roda, e logo estamos os 4 novamente juntos, fazendo piadas, conversando e o tempo passa rapidinho. Todo mundo num astral muito bom! Neste trecho, me lembro de haver parado para encher a caramanhola d’água (foi importante, porque me lembro de então ter água para oferecer a um amigo algum tempo depois, quando este precisava de um gole…)

Já chegando em Boituva meu ritmo se deteriorara (senti os primeiros sinais de sono), o Paulo me esperou (acho que por “solidariedade”), o Wilson e o Rafael mantiveram o ritmo e concluiram a prova 03 minutos antes.

Grande satisfação chegar ao ponto final de nossa jornada, o Boituva Apart Hotel, carimbar o passaporte, receber o certificado de conclusão do percurso e medalhinha, e partir para o Hotel onde estavamos hospedados, a fim de tomar um belo banho e dormir plenamente.

Agradecimentos

Agradeço novamente à minha esposa, por seu apoio e suporte dia após dia; Ao Paulo Guedes, que me ajudou muito a rodar durante toda a prova; E a todos os amigos que participaram disto comigo, direta ou indiretamente. Neste ponto, prefiro não fazer citação de nomes, porque me esqueceria de muitos…

Agradeço ainda às empresas que me apoiam: Curtlo e Tutto Bike!

Estas empresas estão me apoiando numa causa invisível, acreditando em iniciativas pequenas, que não trazem nem glória nem grande exposição. São peças-chave, fonte de grande apoio nestas minhas pequenas conquistas/realizações.

Equipamentos que utilizei

  • Trek 1.5, pedivela compacto (50-34) e cassette 27-12 (guidão em fibra de carbono para esta prova);
  • Mala-bike Curtlo (sempre uma preciosidade na hora de despachar a bagagem no ônibus);
  • Mala-roda Curtlo (outra preciosidade na hora de despachar a bagagem no ônibus);
  • Bolsa Frame Bag (levei nela carta de rota e passaporte, RG, algum dinheiro, alimentação e outros);
  • Bolsa de Selim SII (onde levo câmaras reserva, espátulas e jogo de chaves para reparo de emergencia);
  • Camisa Sprinter Curtlo (Muito fresquinha, protege os braços do sol e tem boa proteção UV);
  • Bermuda Vertigo Curtlo (em time que está ganhando não se mexe, está funcionando há 03 temporadas);
  • Colete refletivo Evidence Curtlo (item obrigatorio, este modelo está funcionando muito bem);
  • Meias Speed Curtlo (muito, muito confortaveis);
  • Meias Curtlo Double Skin (eu usei durante toda a viagem e em todos os momentos em que não estava pedalando, muito boas também)
  • Boné Expedition (Coringa! Uso por baixo do capacete e protege MUITO contra o sol, sobretudo a nuca).

Alguns números

  • Tempo total de prova: 16h:07min;
  • Distância percorrida: 303,8km;
  • Velocidade média: 18,9km/h;
  • Velocidade máxima: 62km/h;
  • 01 (um) pneu furado;

Para encontrar todos os meus relatos de outras provas AUDAX, use este link.

Um grande abraço à todos!

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3 comentários sobre “Audax 300, Boituva – Fevereiro de 2014 – Relato

  1. ótimo relato, mas tem que fazer um em mogi das cruzes! =P

    • Salve Rafael!

      Dedos coçando para rodar uma prova com o Randonneurs Mogi.

      Eu tive muita vontade de fazer a prova de Mongaguá, mas tenho trabalhado aos finais de semana, de forma que os poucos finais de semana que consigo negociar no trabalho, estou dedicando às provas mais cruciais para tentar a série completa neste calendário!

      Aliás, mudando de assunto, minha primeira prova de 300km foi em 2011, exatamente neste mesmo percurso em Boituva, e fiz um bom pedaço do trecho de volta ao seu lado (eu sei, você não irá se lembrar disto). Se não me falha a memória, você usava naquela ocasião uma MTB, pneus com cravos, e pequenos alforges.

      Um grande e fraternal abraço para ti;
      Souza, Gleison de.

      • Ah tá. Tá bom…

        Claro que lembro. Voltamos de São Manuel na maior ventania. Eu estava de caloi 100, de pneus de cravo e tudo que tem direito. Foi um dia legal.

        Ainda tenho esta caloi 100. A usei para duas viagens que fiz ano passado: uma para o chuí e outra para San Antonio, no Chile.
        Agora ela está um pouco parada pois acabei trincando o quadro.

        Bom, é isso.
        Abraço!

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