Audax 300, Brasília – Janeiro de 2014 – Relato

Olá amigos!

Aconteceu no ultimo sábado, 25/01/2014, a prova de longa distancia AUDAX 300 de Brasília, anunciada no calendário nacional, e eu estive lá participando!

A largada se deu às 03:00h da madrugada, no estacionamento do supermercado Pão de Açúcar no Lago Norte. O tempo máximo para percorrermos o trajeto de 301km seria de 20h, de forma que o prazo limite para chegada seria às 23:00h deste mesmo sábado.

Para conhecer detalhadamente o trecho percorrido, clique neste link. Ele aponta para a página web dos organizadores do evento.

Se deseja conferir os tempos oficiais registrados pela organização, clique aqui.

Para baixar a carta de rota usada no evento, clique aqui.

Transporte e hospedagem

Como estou no Estado de São Paulo e a prova é no Distrito Federal, a distancia seria bem longa até chegar ao destino. Avião ou ônibus?

Julguei o preço das companhias de aviação muito elevado nesta ocasião, e resolvi fazer um boicote, optando pela viagem de ônibus mesmo, com tempo estimado de até 16~17h.

Na hora de embarcar, bicicleta dentro da preciosa mala-bike Curtlo, e rodas também armazenadas em preciosísimas mala-rodas Curtlo. Aí vem o velho fantasma das companhias que tentam lhe impedir de despachar sua bagagem!

A empresa em questão foi a Real Expresso, e seus funcionários tentaram argumentar que só poderia despachar a bicicleta se pagasse uma taxa extra! Importante lembrar que o peso total de toda minha bagagem era muito abaixo do limite estabelecido. (argumentei muito pouco e não paguei absolutamente nada para que eles me permitissem despachar a bagagem).

Aproximadamente 14 horas de viagem e eu estava em Brasília-DF, onde fui recebido pelo colega de prova e agora amigo, o André Ribeiro, que também tratou muito gentilmente de hospedar-me.

André, se estiver lendo isto, novamente agradeço pela hospedagem, pela recepção e por toda a força! Sete estrelas a hospedagem em vosso lar!

Vistoria e largada

Bom, vistoria e largada, como escrevi um pouco mais acima, ocorreram junto ao supermercado Pão de Açúcar do Lago Norte. O horário para largada seria (e foi) às 03:00h da manhã, mas chegamos (Eu, André, e o Marcos Vinícius, que pegamos no caminho) um pouquinho atrasados, então o Marcos largou logo que pode e eu larguei junto com o André, o Adail e o Aislan, outro camarada que me deu grande força na véspera do evento, ajudando no reconhecimento de alguns trechos da prova.

Largamos os quatro com aproximadamente 19~20minutos de atraso, de forma que, não nutria eu a menor expectativa de encontrar qualquer outro companheiro antes do primeiro PC, aos 97,8km de prova.

Acabamos encontrando dois outros atletas muito rapidamente, e seguimos juntos, em ritmo bem lento, para permanecermos juntos até passarmos alguns trechos um pouco mais críticos no que tange a segurança.

O primeiro PC – Koch Natura – 97,8km percorridos

Antes de chegar neste PC, acabei me separando dos meninos porque eles decidiram aguardar um grupo que supostamente estaria “perdido/fora da rota”. Eu decidi seguir, porque tinha receio de ter que correr contra o tempo no final da prova…

A chegada ao Koch Natura foi um presente dos Deuses, porque lá encontrei amigos (imaginava que já teriam zarpado há tempo…). Alí encontrei o amigo Carlos Medeiros, o Sergio Rodrigo, o Evandro, e outros que agora não me lembro de pronto… Como é bom re-encontrar amigos! (um pouquinho antes de chegar a este ponto, encontrei o Tim e mais alguém, com um pneu furado certamente. Perguntei se tinham tudo o que precisavam e a resposta foi positiva).

Não perdi tempo no PC:

  • Fui ao banheiro;
  • Troquei uma ou outra frase com os amigos;
  • Pedi um Gatorade e uma Pamonha salgada;
  • Fui ao caixa pagar a conta e pedir o cupom-fiscal, exigido pela organização da prova;
  • Sentei-me para engolir violentamente apressado a pamonha e o Gatorade;
  • Me esqueci de abastecer a única caramanhola de água que carrego;
  • Saí acelerando tudo que podia para alcançar os amigos que haviam acabado de zarpar (Carlos Medeiros, Helio Henrique e Evandro).

PC1 ao PC2 – Koch Natura x Deck Norte – 175km percorridos

Consegui alcançar rapidinho os três mosqueteiros, acima citados, e então segui no melhor passo que poderia imaginar para esta prova. O Sergio chegou logo na sequencia para engrossar o caldo! Eu só podia curtir, alí atrás, aquele passo que era magnífico, mas que eu não conseguiria puxar na frente de modo algum.

Foi um trecho de pouco movimento, bom papo com os amigos, e o tempo passou rapidinho. Uma pena que o Sergio acabou ficando um pouco para trás, e que lá na frente o Evandro tenha resolvido desistir (não havia dormido quase nada antes da prova).

Chegamos ao PC2, Deck Norte: Carlos Medeiros, Helio Henrique, e eu. Almoçamos do outro lado da rua, num restaurante no estacionamento do supermercado Pão de Açúcar, sim, o mesmo local da largada.

Eu havia me programado para não almoçar, mas mudei de ideia e comi o seguinte:

  • Arroz integral;
  • Feijão;
  • Purê de mandioca;
  • Creme de abóbora;
  • Sushi;
  • Alguma coisa mais que não me lembro, tudo em muito pequenina dose;
  • Bebi suco de cupuaçu com limão;

Rumo ao PC3, Posto Pedrão

Este trecho é aceito por todos como o mais duro de toda a prova. Me refiro a “bater” lá no posto Pedrão e retornar. Estamos falando de uma série de tobogãs, um bocadinho longos, para subir e descer, e no trecho de ida tem um pouco mais de descida que subida… Felizmente, o dia se mantinha nublado, de forma que o sol não castigou-nos nem um pouco.

É neste trecho da prova que fiquei conhecendo o “frita miolos”, subidinha linda que enfrentariamos no retorno. O termo é referencia a um trecho desprovido de ventos ou sombra para refrescar nos dias de sol.

Ainda que o dia estivesse um pouco nublado, contei com um grande coringa levado para enfrentar este trecho: O boné Expedition da Curtlo! rsrs. Nem vou falar muito, apenas quero dizer que veste bem, protege muito bem a nuca, e a tradicional aba traz uma sombra para o rosto ou parte dele. Hey Curtlo, se estiverem lendo isto, obrigado!

Chegando no posto Pedrão, pedi um litro de água de côco (e cupom-fiscal para a organização da prova), comi 02 das 03 batatas cozidas que estava levando este tempo todo comigo (o Carlos aproveitou a terceira porque eu não iria aguentar as 03), abasteci a caramanhola de água com o restante da água de côco, ao invés de usar água comum (foi um erro, não farei novamente), fui ao banheiro, esticamos as pernas e logo que o Tim chegou nós partimos.

Eu achei o trecho suave, mas se estivesse com sol sei que as coisas seriam bem diferentes. E imaginava que a volta poderia não ser fácil, porque no que tange à altimetria é um pouco mais dura mesmo.

PC3 ao PC4, Posto de gasolina na pista principal do lago sul (altura da QI 29)

Saí do posto Pedrão ainda junto com o Carlos e o Hélio, mas depois das primeiras subidas cada um começou a desenvolver um ritmo, e me separei dos meninos. Não demorou muito e o Hélio me alcançou, ao passo que o Carlos seguiu logo atrás, sempre forte.

Acho que foi justamente no “frita miolos” que me separei novamente do Helio, ele deve ter resolvido esperar pelo Carlos a fim de seguirem juntos, mas eu tinha de adiantar o que pudesse do trajeto, porque sabia que logo mais haveriam muitos planos e descidas, onde eu seria muito lento. Eu sabia que, se nestes trechos planos ou de descidas, me desconectasse dos meninos, sofreria um pouco mais com a navegação/orientação na entrada do trecho urbano em Brasília.

Sabia que os meninos me encontrariam muito rápido no trecho plano e de descidas, mas eu rodava, rodava, e eles não chegavam… Comecei a pensar que tinha errado algo no trajeto, e em minhas paradas para pedir informações a fim de cruzar com a carta de rota perdi algum tempo.

Quando achei que tinha errado a rota, pedindo informações num aglomerado de comercios, eis que passa por alí um belo e fortíssimo pelotão, com o Tim, Carlos, o Hélio e umas duas outras pessoas que agora não me recordo. Acelerei ao máximo para tentar alcançá-los e me agrupar, em vão, porque são muito mais fortes que eu!

Cabe agora penar um pouco para me orientar dentro de Brasília, encontrar o PC4, local onde nem mesmo alguns dos funcionários sabiam que era um PC da prova, e depois chegar até o Deck norte, local da chegada.

Por fim, concluí a prova com o tempo oficial de 16h:20m (preciso lembrar que saí com 19min de atraso, então efetivamente rodei por 16h:01m.)

Foto imediatamente após a chegada. (foto de Osvaldo Nunes)
Foto imediatamente após a chegada. (foto de Osvaldo Nunes)
Minutos após a chegada, junto aos amigos.
Minutos após a chegada, junto aos amigos.

Agradecimentos

Quero agradecer:

À Tutto Bike, que me apoiou em mais esta prova, que sempre faz a manutenção de meu equipamento, e que me propicia suporte para continuar participando das provas de longa distância Audax.

À Curtlo, que também me apoia na iniciativa de participar destas provas de longa distância. Uso vários produtos deles e gosto bastante, simplesmente porque funcionam bem.

Ao André Ribeiro, que foi co-reponsável direto pela obtenção deste brevet, e a todos os amigos com quem girei qualquer trecho da prova!

Alguns Equipamentos que utilizei

Alguns números meus, nesta prova:

  • Tempo total de prova: 16h:01min:52seg;
  • Distância percorrida: 304,89km;
  • Velocidade média: 19,0km/h;
  • Velocidade máxima: 64,0km/h;
  • 00 (zero) pneus furados;

Para encontrar todos os meus relatos de outras provas AUDAX, use este link.

Um grande abraço à todos!

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4 comentários sobre “Audax 300, Brasília – Janeiro de 2014 – Relato

  1. Belo depoimento.
    Seu tivesse de visto com certeza você chegaria junto com agente ao fim!!!
    (TIM) Grande abraço!

    • Salve Tim!!!

      Um dia de extrema alegria aqui no blog, por conta justamente de receber aqui um comentário vosso! Quanta honra, meu rei!

      Ah, teria sido ótimo se tivessem me visto, rsrsrs, mas era quase impossível, teriam que estar olhando muito para os lados, num trechinho de velocidade média-alta.

      Só o fato de ter visto vocês passando alí, já me trouxe um alívio tão grande, porque tive então a certeza de não estar perdido.

      Deixo à ti, e à todos do DF um grande abraço;
      Souza, Gleison de.

  2. Show de bola! Parabéns!
    Tendo apoio da Tutto, tudo fica mais fácil. A galera do Robertinho é fera!!!
    Abraço!
    Fabio Guariglia!

    • Olá Fábio!

      Disse tudo em muito poucas palavras.
      Olha, o apoio da Tutto Bike tem sido fundamental para mim, rsrs. Os caras realmente entendem da coisa, não dá para falar muito…

      Agradeço ilustre visita aqui no blog!

      Nos vemos pronto;

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